Cidades

Oito pessoas são presas por grilagem em Mato Grosso nesta quinta (30)

(Foto: ilustração)

Oito pessoas foram presas em Mato Grosso nesta quarta-feira (30) pela Polícia Federal por crime de desmatamento ilegal e grilagem de terras públicas. A ação faz parte da Operação “Rios Voadores”, que também está sendo realizada simultaneamente em outros três estados. Foram 4 mandatos de prisão em Sinop, 2 em Sorriso e 2 em Guarantã do Norte.

A operação, realizando em conjunto com o Ministério Público Federal, Receita Federal do Brasil (RFB) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama),  tem por objetivo a desarticulação de organização criminosa especializada em desmatamento ilegal e grilagem de terras públicas federais no Estado do Pará, com o fim de desenvolvimento de atividade econômica agropecuária, após arredamento das terras usurpadas.

Em quase dois anos de investigação, a Policia Federal apurou que a organização é composta por uma rede de pessoas, estruturada e caracterizada pela divisão de tarefas. Essa organização utilizou-se de documentos ideologicamente falsos, praticou o crime de desmatamento ilegal, ateou fogo e grilou terras públicas federais na Amazônia.

 Foram expedidas pela Justiça Federal de Altamira/PA 51 medidas judiciais restritivas de direito, sendo 24 Prisões Preventivas, 09 Conduções Coercitivas – quando a pessoa é obrigada a comparecer para prestar informações – e 18 Mandados de Busca e Apreensão em empresas/casas pertencentes aos investigados.  Participaram da operação aproximadamente 95 Policiais federais, além de auditores da RFB e analistas do IBAMA.

Investigações:

As investigações começaram após a Operação Kaiapó, realizada pelo IBAMA entre 01 e 05 de abril de 2014, por meio de atos de fiscalização no interior e no entorno da Terra Indígena Menkragnoti, situada no Município de Altamira-PA. Durante a fiscalização foram arrecadados 26 motosserras e 3 motocicletas, desmontou 11 acampamentos, deteve 40 pessoas, embargou 13.984,19 hectares e aplicou R$ 50.000.000,00 e logrou identificar o real responsável pelo desmatamento na área embargada.

Segundo Laudo Pericial da Polícia Federal, de apenas um dos delitos ambientais investigados foram desmatados 9.013,07 hectares, equivalente a 8.346 campos de futebol, no período de junho de 2013 até novembro de 2015, sendo que os prejuízos ambientais relacionados à exploração seletiva ilegal de madeira, conversão do uso do solo ilegal e custo de restauração ambiental ficaram orçados em, pelo menos, R$ 162.869.772,50.

Conforme pesquisa realizada no site do IBAMA, de acesso público, consta que o principal investigado desmatou, entre os anos de 2012 e 2014, mais 29.000 hectares, sendo multado pelo IBAMA na cifra de R$ 119.885.027,00.

Segundo informações da Receita Federal do Brasil – RFB, a organização criminosa, por meio de pessoas físicas e jurídicas que a compõe, movimentou mais de R$ 1 bilhão entre os anos de 2012 e 2015, grande parte de origem ilícita ou incompatível com os rendimentos dos titulares das contas.

*Justificativa do nome da operação

Os rios voadores são “cursos de água atmosféricos”; são formados por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens, e são propelidos pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis passam em cima das nossas cabeças carregando umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. O desmatamento na Floresta Amazônica reflete diretamente na formação dos rios voadores, trazendo como consequência escassez de água, como ocorreu em SP em data recente. 

Redação

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