Cidades

Campanha cobra justiça pelo maior crime ambiental do País

Em (05) de novembro de 2015 o mundo inteiro pode observar a maior tragédia ambiental do Brasil. O rompimento da barragem (Fundão) da Mineradora Samarco que é controlada pela Vale e pela BHP Billiton.

Após o rompimento da barragem um verdadeiro tsunami de lama devastou o distrito de Bento Rodrigues. O delegado Rodrigo Bustamente, titular do inquérito, disse que e o rompimento da barragem foi responsável por 19 homicídios.

'Não esqueça Mariana'

Nas redes sociais a campanha “Não esqueça de Mariana” tem o objetivo de conscientizar a população sobre a tragédia que causou a morte de animais, deixou  municípios sem água, causou o pânico da população, e de que apesar da enormidade dos danos eles ainda continuam.

No vídeo a atriz Mariana Ximenes afirma que buscar pela palavra “Mariana” no Google Imagens mostram mais fotos da estrela global que da cidade palco da catástrofe ambiental. A atriz Mariana Ximenes abriu mão do cachê da campanha.

"Há uma Mariana que já não se ouve tanto falar, mas que não pode ser esquecida", diz o manifesto da campanha.

A gravação foi feita pela equipe do Rio Doce Help, projeto que visa disseminar informações sobre a situação das vítimas e do cumprimento das punições dos responsáveis.

Principais impactos ambientais

Além das mortes a população do município e do país como um todo tem muito mais com o que se preocupar. A lama, proveniente de rejeitos de minério.

Além das pessoas que ainda estão desabrigadas e com pouca água disponível, Há os impactos ambientais, que são incalculáveis e, provavelmente, irreversíveis.

O acidente liberou cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, que eram formados, principalmente, por óxido de ferro, água e lama. Esses rejeitos podem devastar grandes ecossistemas.

Quando a lama secar a cobertura de lama também impedirá o desenvolvimento de espécies vegetais, uma vez que é pobre em matéria orgânica, o que tornará, portanto, a região infértil. Todos esses fatores levarão à extinção total do ambiente presente antes do acidente.

O rompimento da barragem afetou o rio Gualaxo, que é afluente do rio Carmo, que deságua no Rio Doce, um rio que abastece uma grande quantidade de cidades. À medida que a lama atingiu os ambientes aquáticos, causou a morte de todos os organismos ali encontrados, como algas e peixes.

 Após o acidente, vários peixes morreram em razão da falta de oxigênio dissolvido na água e também em consequência da obstrução das brânquias. O ecossistema aquático desses rios foi completamente afetado e, consequentemente, os moradores que se beneficiavam da pesca.

 

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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