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Rim incompatível dá mais chances a paciente que fila de espera

Uma pesquisa médica divulgada nos Estados Unidos concluiu que o paciente que precisa de um transplante de rim tem mais chances de sobreviver quanto mais cedo fizer a cirurgia – mesmo que esse rim não seja perfeitamente compatível.

Gabe tem 11 anos e, como a mãe dele diz, não sabe o que é a vida sem tomar remédios, ir para o hospital e fazer exames.

O menino nasceu com uma doença que prejudica o funcionamento dos rins. Ele está bem mas, agora, precisa de um transplante.

E a espera na fila custa um tempo valioso. A hemodiálise, procedimento que faz o trabalho dos rins e filtra o sangue, debilita o paciente.

A fila do transplante não anda como as outras filas. Pode chegar a sua vez, mas não chegar um rim que sirva pra você. Agora, pesquisadores americanos descobriram que é melhor receber logo um rim que não seja compatível do que ficar na fila esperando por um rim ideal.

O estudo, da Escola de Medicina da Universidade John Hopkins, acompanhou mais de dois mil pacientes. Ao longo de oito anos, eles tiveram destinos diferentes.

Um grupo ficou na fila e não conseguiu fazer o transplante. Pouco mais de 40% desses pacientes sobreviveram. No segundo grupo, uma parte conseguiu rins compatíveis e fez o transplante. Outra parte continuou na fila. Pouco mais de 60% dessas pessoas sobreviveram.

No terceiro grupo, todo mundo recebeu um rim que não era compatível e 76% deles estavam vivos depois de oito anos.

Agora: como receber um rim incompatível? Existe uma técnica nova, que já chegou ao Brasil, mas costuma ser usada só quando o organismo do paciente tem tantos anticorpos, tantas defesas, que não adianta ficar na fila. É impossível achar um rim que sirva.

Os médicos filtram o sangue do paciente e tiram os anticorpos. Por algum motivo que ainda não está claro, o organismo volta a produzir anticorpos, mas esses são menos propensos a atacar o órgão novo.

O chefe da pesquisa, Dorry Segev, que é cirurgião e faz transplantes de rim na Universidade John Hopkins, explica: "Se você tem um doador compatível, o melhor é fazer o transplante com o rim dele. Quando é incompatível, a gente sabe que o risco de rejeição é bem maior. Mas se a outra opção é entrar na lista de espera, o transplante com um rim incompatível é muito melhor".

Fonte: G1

Redação

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