Após vários acontecimentos políticos no Brasil, como o envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Operação Lava jato, a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT) e as manifestações no país contra a corrupção – o valor da moeda americana caiu para R$ 3,59. A queda livre do dólar provocou uma intensa procura para a sua compra no nas corretoras e casas de câmbios.
O diretor FB Capital, Fernando Bergallo, disse em entrevista a Folha de São Paulo que a demanda para remessas financeiras subiu mais de 300% na empresa em que trabalha desde a ação da Polícia Federal na casa do ex-presidente.
A procura por dólares também disparou nas casas que trabalham com câmbio turismo. "Em número de pedidos e em valor das operações, houve um aumento de quase 300% desde aquela sexta-feira", disse Alexandre Fialho, diretor da distribuidora de câmbio turismo da Cotação.
A procura por dólares também disparou nas casas que trabalham com câmbio turismo. "Em número de pedidos e em valor das operações, houve um aumento de quase 300% desde aquela sexta-feira", disse Alexandre Fialho, diretor da distribuidora de câmbio turismo da Cotação.
No dia em que Lula foi levado para depor, a euforia foi tanta que chegou a faltar dólares em algumas corretoras e casas de câmbio. "Não conseguimos atender toda a demanda, mas foi algo pontual. Agora restabelecemos os nossos estoques", afirma Tarcísio Joaquim, diretor de câmbio do Banco Paulista, que importa papel moeda e distribui entre várias instituições financeiras.
Segundo ele, desde o início da trajetória de queda do dólar, a procura por moeda no banco subiu mais de 70%. "Mas ainda não voltamos aos níveis normais", diz, referindo-se ao padrão anterior da desvalorização cambial iniciada no ano passado. "Muitos clientes estavam com a demanda reprimida. Nos últimos dez meses, o brasileiro perdeu capacidade financeira. Agora, ele ao menos volta a pensar em viajar", diz Fabiano Rufato, especialista em câmbio da Western Union, onde a demanda por compra de moeda estrangeira cresceu acima de dois dígitos na semana passada
Folha de São Paulo

