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Grupo ocupa três prédios públicos do DF por moradia popular

Integrantes da Frente Nacional de Luta durante invasão ao prédio do Ministério das Cidades (Foto: Jéssica Nascimento/G1)

Integrantes da Força Nacional de Luta (FNL) ocupam três prédios públicos na manhã desta terça-feira (8) no Distrito Federal. O grupo cobra a construção de 10 mil moradias populares no Distrito Federal. Segundo a organização, cerca de 800 pessoas estão nas sedes da Novacap, Codhab e DNIT. A Polícia Militar aponta 300.

A manifestação, segundo a Polícia Militar, é pacífica. A coorporação acompanha o protesto. O diretor nacional da FNL, Manoel Conceição, diz que o objetivo do grupo é cobrar do governo o repasse de terrenos públicos para a construção de moradias populares e de assentamentos rurais.

"Já fizemos diversas manifestações e nada é resolvido. Mais de 1,8 mil famílias estão acampadas no Recanto das Emas, Samambaia, São Sebastião, Sobradinho e Itapoã. Nossa situação de vida é precária. Não comemos direito, pegamos chuva, sol. São crianças e idosos sem moradia'', diz.

O grupo chegou por volta de 6h e impediu a entrada de funcionários. Os integrantes da FNL pedem uma reunião com representantes das três pastas. Até a última atualização desta matéria, a Novacap, Codhab e DNIT ainda não tinham se manifestado.

Caso recorrente
Na última quinta-feira (3), integrantes da FNL quebraram vidraças e invadiram o prédio do Ministério das Cidades. O grupo também impediu a entrada de funcionários e disse que só iria deixar o local quando conseguir reunião com o ministro Gilberto Kassab.

Ao G1,o Ministério das Cidades disse que o FNL vai ser incluído no grupo de trabalho que discute habitação rural. Além disso, vai analisar os projetos apresentados pelo movimento e, se os considerar viáveis, deve incluí-los na terceira fase do Minha Casa, Minha Vida.

O manifestante Wandaci Walter de Souza, de 45 anos, diz que ele e mais 1,8 mil famílias estão acampadas entre Santo Antônio do Descoberto (GO) e Samambaia. Ele afirma que as condições de vida são precárias no local.

" No local onde estamos acampados, por exemplo, cada família tem um espaço de cinco hectares. Isso mais ou menos representa 10 mil moradias. O governo precisa nos receber", disse.

Fonte: G1

Redação

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