Michel Alvim
O prefeito em exercício de Cuiabá, Haroldo Kuzai, decretou luto oficial de três dias em razão do falecimento, na manhã desta segunda-feira (11), do colunista social José Jacinto de Siqueira Arruda (Jejé de Oyá). Durante mais de 30 anos, foi um dos mais importantes colunistas sociais da imprensa mato-grossense, trabalhando em vários veículos de comunicação da capital.
Jejé morreu de parada cardiorrespiratória. Ele foi levado da clínica geriátrica onde estava internado para o Pronto Socorro Municipal, mas já chegou morto.
O colunista nasceu em Rosário Oeste e veio para Cuiabá com apenas quatro anos de idade, onde foi adotado por uma tradicional família cuiabana. Estudou no Colégio São Gonçalo e Escola Técnica Federal.
No final da década de 60, ingressou no jornalismo com o pseudônimo de Dino Danuza. Pelo fato de ser negro e homossexual assumido sofreu muitas discriminações, mas soube vencer as resistências e conseguir seu espaço junto à sociedade. Por muitos anos tornou-se uma figura indispensável nos principais acontecimentos sociais da capital mato-grossense.
Foi também durante muitas décadas umas das principais figuras do carnaval cuiabano, seja nos desfiles de rua ou nos clubes, onde desfilava com luxuosas fantasias confeccionadas por ele mesmo, graças à habilidade conseguida no curso de alfaiataria na Escola Profissional Salesiana. Na alfaiataria Jejé iniciou costurando roupas sacerdotais. Costurou para personalidades religiosas como dom Aquino Corrêa e dom Orlando Chaves.
Nos anos 90, o jornal Diário de Cuiabá fez uma enquete e por maioria do povo cuiabano, Jejé Oyá foi eleito a personalidade que tinha a cara da cidade.
Era funcionário aposentado da Receita Federal, onde trabalhou por 24 anos. Com Assessoria


