Cidades

Excesso de sal pode causar inchaço, pressão alta e pedra nos rins

Quem não gosta daquela batata crocante no almoço ou uma pipoca no cinema com salzinho por cima? Quem nunca recorreu a comida pronta e enlatados quando está sem tempo para cozinhar? Mas saiba que o sal, muito presente na dieta dos brasileiros, pode provocar diversos problemas de saúde, quando usado em excesso. Especialistas ouvidos pelo R7 afirmam que o sódio (substância presente no tempero) pode provocar hipertensão, problemas renais, retenção de líquidos e até levar à obesidade.

Segundo o médico nutrólogo do HCor (Hospital do Coração) Celso Cukier, o sal é “extremamente importante para a nossa saúde, pois ele ajuda a manter o equilíbrio hídrico e o funcionamento regular das células do nosso corpo”, porém, o excesso é prejudicial.

— Sem o sódio não conseguiríamos exercer funções neurais, musculares e celulares. Porém, o consumo excessivo pode provocar inchaço, devido a retenção de líquidos, aumento da pressão arterial, podendo levar ao infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral [derrame] e problemas renais. Quando você consome excesso, você leva até 72 horas para eliminar.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda que o consumo diário de sódio por dia não passe de 2 g, o que equivale a menos de 5 g de sal (mais ou menos cinco sachês de restaurante). Porém, segundo ABH (Associação Brasileira de Hipertensão), o brasileiro consome o dobre do recomendado.

Um dos principais problemas decorrentes desse abuso é a pressão alta ou hipertensão, explica a diretora científica da SBH (Sociedade Brasileira de Hipertensão), Márcia Simas. 

— Quando se consome muito sal, há um aumento no volume de sangue nas artérias, e favorece a contração, diminui o calibre das artérias, por isso, aumenta a pressão. A hipertensão está associada ao aumento do risco de infarto e AVC [acidente vascular cerebral], já que vai alterando os vasos sanguíneos e leva às doenças cardiovasculares.

De acordo com os números da ABH, 30% da população adulta brasileira sofre com pressão alta, chegando a mais de 50% na terceira idade e afeta 5% das crianças e adolescentes. O Brasil está em sexto lugar entre os países com a mais alta taxa de morte por doenças cardíacas, infartos e hipertensão arterial entre homens e mulheres de 35 a 74 anos.

Além de todos esses impactos na saúde, um estudo recente publicado pelo periódico Hypertension, da Associação Americana do Coração, mostra que o consumo elevado de sal refinado pode estar diretamente relacionado ao aumento do risco de obesidade. O endocrinologista e especialista em nutrologia Mohamad Barakat, afirma que estudos anteriores já tinham relacionado a ingestão de sal à obesidade, mas sempre de forma indireta.

— O excesso de sódio aumenta a sede, que torna mais comum o consumo de bebidas industrializadas ricas em açúcar, ou mesmo o consumo de alimentos mais calóricos, como comidas prontas. É um estudo inicial importante, que demanda mais investigações a respeito dos mecanismos que criam esse aumento de massa.

Pedra no rim e o excesso de sal

O sal também pode provocar cálculo renal ou a famosa pedra nos rins, como muitos preferem chamar. O nefrologista João Damásio Simões, membro da Sociedade Brasileira de Nefrologia, explica que o aumento de sódio na corrente sanguínea faz os rins trabalharem mais, uma vez que o organismo libera mais água para ajudar os rins a filtrarem mais. Então, as substâncias ficam retidas nos rins, formando as pedras.

— O excesso de sal pode causar nefrides, que é processo inflamatório, e o paciente começa a perder sangue, fica inchado e leva à hipertensão, além de encurtar a vida útil do rim. Essas nefrides se agravam na medida em que o paciente consome mais sal.

Apesar de muitos pensarem que o saleiro é o grande vilão, segundo o médico do HCor, que a principal fonte de sódio não é o sal de mesa, mas o que está presente nos alimentos industrializados.

— Quando falamos de reduzir sódio, não é tirar gosto da comida, mas sim evitar alimentos industrializados.

Fonte: R7

Redação

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