Vereador afirma transitar bem entre base e oposição e confirma “plano B” caso a atual presidente não consiga mudar o regimento para tentar a reeleição
Com a experiência de quatro mandatos na bagagem, o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) reafirmou que segue firme na disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá. Atuando em múltiplas frentes, o parlamentar revelou que mantém o diálogo aberto com a oposição — encabeçada por Ilde Taques (Podemos) —, ao mesmo tempo em que já possui um acordo estratégico costurado com a atual presidente da Casa, Paula Calil (PL).
A aposta de Dilemário é usar seu trânsito político para tentar construir uma maioria entre os 27 parlamentares.
“Eu continuo candidato, estou entregando as minhas propostas. Venho conversando não só com o grupo da vereadora Paula, mas também com o grupo do vereador Ilde. Transito bem junto aos vereadores da base, da oposição e também aos independentes. Minha proposta é ser o presidente de todos”, declarou.
Os bastidores do acordo: O “Grupo dos Doze”
Desde o início de junho, Dilemário tem participado ativamente das articulações do chamado “Grupo dos Doze”, bloco liderado por Paula Calil. Inicialmente, as conversas giravam em torno de uma manobra para alterar a data da eleição da Mesa Diretora para o dia 5 de novembro.
No entanto, as negociações avançaram e resultaram em um pacto condicionado envolvendo Dilemário, a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) e a atual presidente. O acordo funciona da seguinte maneira:
- Apoio regimental: Dilemário e Baixinha se comprometeram a ajudar Paula Calil a tentar reunir os 18 votos necessários para alterar o Regimento Interno, manobra exigida para permitir que ela concorra à reeleição.
- O “Plano B” com prazo de validade: Existe um prazo limite. Se até o dia 15 de julho a presidente não conseguir o quórum exigido para mudar as regras do jogo, ela abre mão do projeto, e todo o grupo passará a apoiar oficialmente Dilemário Alencar para a presidência.
Ao detalhar a estratégia, o parlamentar tratou a movimentação como algo natural do processo legislativo, mantendo o seu nome e o de Baixinha à disposição enquanto o prazo corre.
“Caso a presidente Paula não consiga os 18 votos, ficou combinado que o grupo passará a apoiar o vereador Dilemário. Eu e a vereadora Baixinha vamos ajudá-la a alcançar o quórum, mas, caso não consiga, ficou pactuado o apoio. Não se ganha eleição sem fazer alianças e articulações”, concluiu o parlamentar.


