Suspeito de integra esquema que desviou quase R$ 2 milhões de verbas públicas para uma empresa gráfica de fachada, o deputado federal por Mato Grosso, Carlos Bezerra (PMDB), lidera a lista de 143 ‘fregueses’ da empresa, no Distrito Federal.
De acordo com reportagem do jornal Correio Braziliense, publicada no último domingo (10), o deputado mato-grossense era o maior freguês da Gráfica BSB e chegou a gastar R$ 392 mil, por meio da cota reservada a gastos relacionados ao mandato.
A denúncia conta que a maioria dos pagamentos eram feitos com dinheiro em especial, com recursos da Câmara Federal. Contudo no local, a Gráfica BSB não tem máquinas, bobinas ou funcionários e estava “sediada” numa casa simples em Ceilândia. Mesmo assim, faturou R$ 1,79 milhão entre 2009 e 2014, até fechar as portas, de acordo com registros da Câmara do chamado “cotão”, verba multiuso que é paga aos parlamentares mediante reembolso.
Os maiores fregueses foram o ex-governador Carlos Bezerra (PMDB-MT), com gastos de R$ 392 mil, o deputado Padre João (PT-MG) e o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA).
A Receita Federal abriu uma investigação e encontrou indícios de que os serviços não foram prestados. No mês passado, cancelou o CNPJ da gráfica e encaminhou representação ao Ministério Público por falsidade ideológica. Em depoimento, Edvaldo diz que ficava com 30% do dinheiro e terceirizava os serviços a uma outra pessoa, identificada apenas como “Zezito”.


