A intenção de consumo das famílias cuiabanas apresentou reação após quatro meses consecutivos de queda e registrou alta de 1,4% em outubro, passando de 104,8 pontos, em setembro, para 106,3 pontos. Apesar da recuperação, o indicador ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período de 2025, quando atingiu 107,1 pontos. O resultado aponta uma melhora gradual na confiança dos consumidores, embora a dificuldade de acesso ao crédito e a redução das compras ainda indiquem cautela das famílias.
O levantamento da Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisado pelo Instituto de Pesquisa da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT). Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Sebastião Gonçalves, conhecido como Tião da Zaeli, a retomada pode sinalizar perspectivas mais favoráveis para o comércio nos próximos meses.
Cinco dos sete componentes da pesquisa apresentaram crescimento em outubro. Os maiores avanços foram registrados na Perspectiva Profissional (+3,4%), Compra a Prazo (+3,3%), Nível de Consumo Atual (+2,9%), Perspectiva de Consumo (+2,9%) e Momento para Duráveis (+1,7%). Em contrapartida, os indicadores de Emprego Atual e Renda Atual recuaram 0,4% e 2%, respectivamente.
Apesar das oscilações mensais, a percepção dos entrevistados em relação ao ano anterior é mais positiva. Segundo o levantamento, 48,4% afirmaram sentir-se mais seguros nos empregos atuais do que em outubro de 2025, enquanto 51,6% avaliaram que a situação financeira melhorou no período. Por outro lado, 49,4% relataram maior dificuldade para conseguir financiamentos, e 46,3% disseram ter reduzido as compras em comparação com o ano passado.
As expectativas para os próximos meses, entretanto, apontam uma possível retomada do consumo. Conforme a pesquisa, 48,4% dos entrevistados acreditam que vão consumir mais do que no ano passado, enquanto 42,9% esperam reduzir os gastos. Para Tião da Zaeli, a percepção relativamente favorável sobre emprego e renda pode ajudar a sustentar a confiança dos consumidores, mesmo diante das dificuldades de acesso ao crédito e das oscilações econômicas.

