As vendas do varejo alimentar no Brasil apresentaram desempenho positivo nas duas primeiras semanas de outubro de 2026, em comparação com os mesmos períodos do ano anterior. Segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o setor registrou alta de 6,5% entre os dias 5 e 11 de outubro e de 6,3% no período de 12 a 18 de outubro.
A entidade do setor supermercadista associa o aquecimento das compras à edição da Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, que proibiu as apostas eletrônicas (conhecidas como bets) em todo o território nacional.
“Ao longo das semanas posteriores à MP, observa-se um crescimento no volume no consumo realizado em supermercados, especialmente na cesta de produtos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café. Este crescimento ocorre em todos os canais do varejo alimentar, abrangendo supermercados, atacarejos, mercearias e demais formatos”, avalia a Abras.
Desempenho regional do consumo
Os maiores índices de avanço nas vendas do varejo de alimentos foram registrados na Região Sul e no bloco formado por Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro:
- Primeira semana (05 a 11/10): A Região Sul e o bloco MG/ES/interior do RJ lideraram o crescimento com 10,6%. O Nordeste avançou 6,5%, o interior de SP 5,6%, a Grande Rio 4%, o Centro-Oeste 3,6% e a Grande São Paulo 1,2%.
- Segunda semana (12 a 18/10): A Região Sul manteve a liderança com 9%, seguida pelo bloco MG/ES/interior do RJ (7,1%), Grande Rio (6%), interior de SP (5,6%), Grande São Paulo (5,5%), Nordeste (4,5%) e Centro-Oeste (3,5%).
Impacto nas transações via Pix
A Abras também relacionou o incremento no comércio de insumos básicos com os relatórios consolidados pelo Banco Central do Brasil sobre o volume de movimentações financeiras no país.
De acordo com o levantamento citado pela associação, houve uma redução imediata de 10% no volume de transações realizadas via Pix logo após o veto ao funcionamento das plataformas de apostas. Atualmente, o recuo no número de movimentações Pix estabilizou-se em patamar de 7%, sugerindo o redirecionamento da renda das famílias para o consumo de bens essenciais.

