O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou nesta quarta-feira (12) o balanço de seus resultados referentes ao primeiro semestre de 2026. Os números mostram um crescimento expressivo nas operações de crédito voltadas para Mato Grosso, que registrou R$ 7,64 bilhões em aprovações — um aumento de 77,8% em comparação com o mesmo período de 2025 (R$ 4,3 bilhões).
Distribuição dos recursos em Mato Grosso
Os recursos aprovados no estado abrangeram diversos setores da economia mato-grossense:
- Agropecuária: R$ 3,16 bilhões;
- Indústria: R$ 2,5 bilhões (destacando Mato Grosso como o segundo estado do país em volume de aprovações industriais, atrás apenas de São Paulo);
- Infraestrutura: R$ 1,35 bilhão (incluindo parcerias em grandes obras como a duplicação da BR-163);
- Comércio e Serviços: R$ 635,5 milhões.
As Micro, Pequenas e Medias Empresas (MPMEs) também tiveram destaque, respondendo por R$ 4,05 bilhões do total aprovado no estado, o que representa um crescimento de 4,34% sobre o ano anterior. Já o volume total de recursos desembolsados pelo banco para Mato Grosso chegou a R$ 3,83 bilhões (alta de 18,4%).
“Os números mostram a presença de operações de crédito do BNDES em diversos setores da economia […] Em Mato Grosso, tivemos um crescimento expressivo de recursos para a indústria e somos parceiros de uma das principais obras de infraestrutura do estado, a duplicação da BR-163”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Panorama da Região Centro-Oeste
O bom desempenho se repetiu em toda a região. As aprovações de crédito para o Centro-Oeste alcançaram R$ 12,97 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 58,1% em relação a 2025 (R$ 8,21 bilhões). Desse total, R$ 7,67 bilhões foram destinados a MPMEs, e os desembolsos na região somaram R$ 7,72 bilhões.
Resultados Nacionais e Solidez Financeira
Em âmbito nacional, o BNDES registrou um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% sobre o ano anterior. No acumulado de 12 meses, o lucro chegou ao recorde histórico de R$ 17,1 bilhões.
Outros marcos importantes do balanço nacional incluem:
- Ativos totais de R$ 1,05 trilhão (pela primeira vez na história da instituição);
- Patrimônio Líquido recorde de R$ 181 bilhões;
- Aprovações totais de crédito de R$ 110,6 bilhões (+52%), com fortes altas em infraestrutura (+91%) e agropecuária (+46%);
- Inadimplência extremamente baixa, fixada em apenas 0,05% (aos 90 dias), índice muito inferior à média do Sistema Financeiro Nacional (4,68%).

