A Polícia Civil concluiu nesta sexta-feira (14) o inquérito policial que investigava o assassinato do policial militar e instrutor de artes marciais Renato Oliveira Aragão. O crime ocorreu no dia 4 de agosto, em um centro comunitário de Várzea Grande, onde a vítima ministrava aulas de jiu-jitsu em um projeto social.
O principal suspeito, Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, foi indiciado por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e por recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima. A pena prevista para o crime varia de 12 a 30 anos de prisão.
A dinâmica do crime e prisão
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jonathan chegou ao centro comunitário armado e surpreendeu Renato, efetuando diversos disparos de arma de fogo.
A arma utilizada no crime — que pertencia ao próprio investigado e era mantida de forma irregular havia vários anos — foi apreendida e encaminhada para exames periciais e de balística.
Logo após o atentado, o policial militar foi socorrido por uma equipe da própria PM e levado às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Cristo Rei, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. O suspeito foi preso em flagrante no mesmo dia, tendo sua prisão convertida posteriormente em preventiva pela Justiça. Durante o interrogatório, Jonathan optou por permanecer em silêncio, mas o conjunto probatório confirmou sua autoria e indicou que ele agiu sozinho.
Motivação passional
Com base em depoimentos de testemunhas e de pessoas próximas à vítima e ao suspeito, a Polícia Civil conseguiu esclarecer a motivação do crime.
A apuração apontou que Renato mantinha um relacionamento amoroso com a companheira de Jonathan. A relação extraconjugal teria durado mais de dois anos, marcada por períodos de término e retomada.
Próximos passos
Com a conclusão do inquérito policial, o procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário e disponibilizado ao Ministério Público Estadual (MPMT). Cabe agora ao órgão ministerial analisar as provas reunidas para decidir sobre o oferecimento da denúncia formal.
Enquanto o processo segue para as próximas fases judiciais, Jonathan permanece preso preventivamente.


