A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), segue adiando uma definição sobre quem apoiará na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Pressionada a escolher entre Otaviano Pivetta (Republicanos) e o candidato de seu próprio partido, Wellington Fagundes (PL), a gestora afirmou que, neste momento, sua prioridade absoluta é a administração municipal.
Segundo Flávia, o cenário eleitoral estadual ainda está em fase de construção, sem chapas completamente definidas, o que justifica aguardar as homologações antes de declarar qualquer apoio oficial.
Neutralidade e foco na gestão municipal
A prefeita destacou que caciques do seu partido já sinalizaram a possibilidade de seu grupo político permanecer neutro na disputa estadual.
“Primeiro que eles ainda não definiram chapas completas. Então, vamos aguardar essas homologações. Segundo, é que o Ananias deixou claro e o Wellington deixou claro que a gente pode se manter neutro”, explicou.
Flávia fez um apelo para que o foco seja mantido nos problemas urgentes de Várzea Grande, especialmente a crônica falta de água na cidade. Ela ressaltou a importância de projetos como a Aliança pela Água e o Plano Municipal de Saneamento.
“Gente, me deixa trabalhar… Eu pretendo hoje ficar focada na minha gestão, no meu governo, no meu município, porque nós temos problemas, muito entraves” declarou a prefeita.
Alianças e possíveis retaliações
Quando questionada sobre o risco de enfrentar consequências dentro do PL — como uma eventual expulsão caso decida apoiar a chapa governista de Pivetta em detrimento do projeto de seu partido —, Flávia minimizou a possibilidade.
Para a prefeita, o peso de Várzea Grande no cenário estadual a protege de punições partidárias severas. “Eu tenho certeza que nenhum do lado vai fazer algo para mim, porque eles sabem que o meu bem maior… eu tenho que pensar na minha população de Várzea Grande”, argumentou.
A prefeita de Várzea Grande também integra o bloco de prefeitos eleitos pelo PL — junto com Abilio Brunini (Cuiabá) e Cláudio Ferreira (Rondonópolis) — que teceu duras críticas à aliança firmada pela sigla com o MDB. O acordo questionado pelos gestores incluiu a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na chapa majoritária para o Senado, ao lado de José Medeiros.


