O panorama da intenção de consumo das famílias cuiabanas voltou a apresentar retração em julho. Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 0,7% em relação a junho, passando para 108,9 pontos. Apesar da segunda queda consecutiva, o indicador permanece acima da linha dos 100 pontos, considerada de satisfação, e registra alta de 3,6% na comparação com julho do ano passado.
Entre os fatores que puxaram o índice para baixo estão a redução na disposição para compras a prazo (-3,4%), na perspectiva profissional (-1,8%), na avaliação da renda atual (-1,5%), na perspectiva de consumo (-0,6%) e no nível de consumo atual (-0,5%). Em contrapartida, os componentes relacionados ao momento para compra de bens duráveis (+1,4%) e ao emprego atual (+1%) apresentaram avanço.
Segundo o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, o resultado mostra que, apesar da maior cautela das famílias, a confiança do consumidor segue em patamar positivo. Conforme análise do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), a percepção favorável sobre a renda atual continua sendo um dos principais fatores de sustentação do consumo, mesmo diante da preocupação com a evolução do mercado de trabalho.
A pesquisa também revela que 47,7% dos entrevistados afirmam sentir mais segurança no emprego atual em comparação ao mesmo período de 2025, enquanto 53,5% avaliam que a renda familiar está melhor do que há um ano. O indicador “Momento para Duráveis” subiu para 101,7 pontos, e 41,2% dos consumidores consideram este um bom momento para adquirir eletrodomésticos e eletrônicos.
Por outro lado, o acesso ao crédito continua sendo um fator de preocupação para parte das famílias. De acordo com o levantamento, 46% dos entrevistados acreditam que está mais difícil conseguir financiamento ou empréstimos para compras a prazo, enquanto 38,6% avaliam que o crédito está mais acessível. O cenário reforça a tendência de maior prudência nas decisões de consumo, especialmente nas compras financiadas.



