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Madeireiro que ameaçou fiscais ambientais é preso durante busca por armas em Colniza

O madeireiro Vagner Gastão Capelli foi preso em flagrante nesta terça-feira (21) durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Fazenda Mandaçaí, zona rural de Colniza, a 1.065 quilômetros de Cuiabá. A ordem judicial foi expedida pela Vara Única de Colniza a pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), no âmbito de uma ação penal em que ele responde por ameaça a agentes públicos, dano ao patrimônio público, crime ambiental e injúria racial.

A operação teve como objetivo apreender armas de fogo que, segundo a investigação, estariam à disposição do denunciado. De acordo com as forças de segurança, os armamentos descritos na decisão judicial foram localizados durante as buscas. Ainda conforme os policiais, Vagner Capelli recebeu voz de prisão em flagrante após desacatar os agentes responsáveis pelo cumprimento do mandado.

A ação foi realizada por cinco policiais civis e dois policiais militares, acompanhados pelo delegado Breno Macedo Rey Parrado e pelo comandante da Polícia Militar em Colniza, Eros de Oliveira Machado Pessoa dos Santos. O pedido de busca foi fundamentado nas ameaças atribuídas ao investigado e no risco à integridade física de vítimas e agentes públicos envolvidos no caso.

Na semana passada, o Ministério Público ofereceu denúncia contra o madeireiro pelos crimes de resistência, ameaça, dano qualificado ao patrimônio público, funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem licença ambiental e injúria racial. A denúncia foi recebida pela Justiça no último dia 16 de julho, dando início à ação penal. O MPMT também requereu indenização pelos danos causados às viaturas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e pagamento de, no mínimo, R$ 50 mil por danos morais ao servidor que teria sido vítima das ameaças e ofensas racistas.

Segundo a denúncia, os fatos ocorreram em dezembro de 2023, durante uma fiscalização ambiental na Fazenda Mandaçaí para apurar indícios de desmatamento ilegal em Área de Preservação Permanente (APP). O Ministério Público afirma que Vagner Capelli resistiu à ação, conduziu um trator em direção aos fiscais, ameaçou buscar armas para iniciar um confronto, danificou duas viaturas da Sema com uma picareta e proferiu ofensas de cunho racista contra um servidor público. Além da ação penal, a Justiça determinou medidas cautelares, como o comparecimento mensal em juízo e a proibição de aproximação das vítimas e testemunhas em um raio de 300 metros.

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