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TRE-MT e Maçonaria discutem prevenção à corrupção nas eleições

Em meio aos preparativos para as eleições de 2026 e ao aumento da preocupação das instituições com a corrupção infiltração no processo eleitoral, a Corregedoria-Regional Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) promoveu, nesta quarta-feira (15), uma reunião institucional com os dirigentes das três principais potências maçônicas do Estado.

O encontro foi conduzido pelo corregedor-regional eleitoral, desembargador Marcos Henrique Machado, que recebeu no gabinete da Corregedoria os grão-mestres Josué Paulo Fernandes, do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso (GOEMT), Pedro Henrique Ortega de Calazans, da Grande Loja Maçônica do Estado de Mato Grosso (GLEMT), e Valmiro Antonio Pinheiro da Silva, do Grande Oriente do Brasil em Mato Grosso (GOB-MT).

Segundo a Corregedoria, a reunião teve como finalidade fortalecer o diálogo institucional e tratar de temas relacionados ao processo eleitoral, especialmente diante dos desafios impostos pela atuação criminosa e corrupta na política. A iniciativa integra o esforço da Justiça Eleitoral para ampliar a cooperação com entidades da sociedade civil consideradas estratégicas na difusão de valores ligados à cidadania, à ética e à defesa do Estado Democrático de Direito.

A preocupação com a influência criminosa nas eleições tem ocupado espaço crescente nas discussões nacionais sobre segurança pública e integridade eleitoral. Autoridades da Justiça Eleitoral e dos órgãos de investigação têm alertado para tentativas de corrupção com financiamento ilícito de campanhas, intimidação de eleitores e influência sobre agentes políticos em diferentes regiões do país.

Durante a reunião, também foi reafirmado o compromisso das instituições com a promoção de eleições livres, transparentes e pautadas pelo respeito à legalidade. A aproximação entre o TRE-MT e as entidades maçônicas busca ampliar ações de conscientização e fortalecer uma cultura de participação democrática, preservando a legitimidade do processo eleitoral frente aos desafios impostos pela criminalidade organizada.

A iniciativa evidencia o entendimento de que o enfrentamento às ameaças contra a democracia exige atuação coordenada entre o Poder Judiciário e organizações da sociedade civil, fortalecendo a confiança pública nas instituições e na lisura das eleições brasileiras.

Marcelo Toledo

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Jornalista e colaborador especial para o Circuito MT.

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