O Governo de Mato Grosso esclareceu nesta sexta-feira (10) que a decisão do Tribunal de Justiça (TJMT) que autoriza o retorno dos descontos em folha de empréstimos consignados beneficia exclusivamente a Eagle Sociedade de Crédito Direto (SCD). O Executivo estadual garantiu que a liberação não é generalizada e não altera a situação das demais empresas investigadas.
O alerta do governo mira principalmente as instituições financeiras ligadas ao grupo Capital Consign, alvo central das recentes apurações sobre irregularidades nos repasses do funcionalismo público.
Dinheiro retido na Justiça
Em nota oficial, o Estado reforçou que os valores referentes aos contratos administrados pelas empresas do grupo Capital Consign continuam sendo depositados integralmente em juízo.
A retenção atende a uma determinação judicial obtida em uma ação movida pelo próprio Governo de Mato Grosso. O Executivo enfatizou que esse bloqueio permanecerá em vigor até que haja uma nova deliberação da Justiça sobre o mérito das fraudes.
Enquanto a Eagle conseguiu comprovar legalidade e obteve a liminar favorável para retomar sua operação, as demais empresas envolvidas no escândalo permanecem engessadas pelas medidas cautelares.
Sindicatos avaliam proposta e cobram CPI
Diante da nova decisão judicial, as entidades sindicais que representam os servidores estaduais convocaram uma reunião emergencial. O objetivo é discutir uma proposta de reestruturação financeira apresentada pela Eagle SCD aos trabalhadores afetados.
Paralelamente às negociações, o funcionalismo público mantém a mobilização e a pressão sobre a Assembleia Legislativa (ALMT). A categoria exige a instalação imediata da CPI dos Consignados para investigar a fundo como o esquema de fraudes e juros abusivos operou dentro das margens dos servidores do Estado.



