Wall Street Journal revela informação nesta quinta-feira; ameaça estaria ligada à retaliação pela morte do general Suleimani em 2020; forças americanas atacam o Irã pelo terceiro dia consecutivo.
A inteligência de Israel informou ao governo dos Estados Unidos sobre um suposto plano do Irã para assassinar o presidente Donald Trump. A informação foi divulgada pelo Wall Street Journal nesta quinta-feira (9), sem precisar quando o plano teria sido elaborado.
Segundo a publicação, a iniciativa faria parte de uma promessa de retaliação do regime iraniano pela morte do general Qassim Suleimani, comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, morto em janeiro de 2020 em um ataque de drone norte-americano nas proximidades do aeroporto de Bagdá. Na época, os governos dos EUA e de Israel classificavam Suleimani como uma ameaça terrorista.
Durante as cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei — líder supremo do Irã morto em fevereiro após um bombardeio, encerradas nesta quinta-feira após quatro dias de homenagens —, manifestantes iranianos exibiram cartazes com ameaças e pedidos de morte a Trump.
A Casa Branca enviou ao Wall Street Journal uma declaração de Trump feita na quarta-feira (8), durante visita a Ancara, na Turquia. “Eu sou o número um na lista de alvos”, afirmou o presidente ao comentar as ameaças contra sua vida.
O gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu informou que Trump conversou por telefone com o líder israelense nesta quinta-feira para comunicar ações militares em andamento na região do Golfo Pérsico. As forças norte-americanas realizaram ataques contra o Irã pelo terceiro dia consecutivo, após Trump declarar encerrada a trégua iniciada em 17 de junho. Segundo Washington, os ataques visavam impedir que o Irã bloqueasse o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O governo americano também afirmou que forças iranianas atacaram três navios petroleiros na região.
Além de Suleimani e Khamenei, outras figuras do governo iraniano foram eliminadas recentemente: Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Esmail Khatib, do Ministério da Inteligência, morreram em março; o general Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, morreu em 6 de abril.



