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Racha no PL: Medeiros faz pré-campanha isolada da agenda de Wellington Fagundes

Enquanto pré-candidato ao Senado tem respaldo de líderes estaduais, senador enfrenta instabilidade interna e vê prefeitos do partido migrarem para o palanque de Pivetta

O deputado federal e pré-candidato ao Senado, José Medeiros (PL), tem conduzido sua agenda eleitoral de forma praticamente independente da pré-campanha do senador Wellington Fagundes (PL), que almeja disputar o Governo de Mato Grosso. O distanciamento estratégico entre as duas principais figuras da legenda no estado foi apontado pela coluna Aparte, do jornal A Gazeta.

Segundo a publicação, Medeiros e Wellington só são vistos lado a lado quando ambos são convidados para o mesmo evento ou quando as agendas coincidem por obra do acaso. Fora dessas situações específicas, os dois têm trilhado caminhos completamente distintos na corrida rumo a 2026.

Contraste de aprovação interna

O isolamento nas agendas reflete o atual termômetro do Partido Liberal em Mato Grosso. Enquanto José Medeiros navega com o respaldo consolidado das principais lideranças estaduais para o Senado, Wellington Fagundes enfrenta um ambiente de instabilidade.

Embora o senador tenha a chancela da direção nacional do PL para manter seu projeto majoritário, o apoio interno em Mato Grosso está longe de ser unânime. Com frequência, Wellington precisa vir a público reafirmar que continua sendo o nome oficial da sigla para a disputa pelo Palácio Paiaguás.

Prefeitos “rebeldes” e a sombra de Pivetta

A dificuldade de Fagundes em unificar o partido ficou ainda mais evidente nas últimas semanas, quando gestores municipais filiados ao PL passaram a declarar apoio público ao governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos) — o principal adversário de Wellington na disputa.

A debandada já conta com nomes de peso:

  • Cláudio Ferreira, prefeito de Rondonópolis;
  • Sérgio Manich, prefeito de Primavera do Leste;
  • Edilson Piaia, prefeito de Campo Novo do Parecis.

Apesar das manifestações favoráveis ao palanque adversário, o Partido Liberal ainda não adotou medidas disciplinares contra os prefeitos. A direção estadual, no entanto, já sinalizou que a tolerância tem limite e que poderá cobrar fidelidade partidária assim que as candidaturas e alianças oficiais forem seladas para as eleições.

O cenário expõe o desafio imediato da cúpula do PL: tentar consolidar um discurso único no estado antes que as divergências internas enfraqueçam o projeto da legenda.

Lucas Bellinello

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