Decano da Corte classificou iniciativa como “entusiasmo juvenil” e questionou o momento em que a proposta foi apresentada, coincidente com polêmicas envolvendo Moraes e Toffoli.
O ministro do STF Gilmar Mendes voltou a criticar a proposta de criação de um código de ética para os integrantes da Corte, defendida pelo presidente do tribunal, ministro Edson Fachin. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, exibida na noite de segunda-feira (22).
Gilmar classificou a iniciativa como resultado de um “entusiasmo juvenil” em torno do que chamou de “código do Fachin” e afirmou que houve pouca discussão interna sobre o assunto. Segundo ele, o presidente do STF buscou mais aconselhamento externo do que diálogo com os próprios colegas. “Ele se reuniu talvez mais com pessoas que o aconselharam, aqui de São Paulo, e menos com os colegas”, declarou.
O decano da Corte também questionou o momento em que a proposta foi apresentada, apontando que a discussão coincidiu com a repercussão de informações sobre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli e suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. “Obviamente que isso não ia reunir o colegiado, não ia reunir votos”, afirmou. Questionado sobre quando a proposta poderia avançar, Gilmar preferiu não fazer previsões. “Aguardemos”, respondeu.



