Decisão de março de 2026 previa tornozeleira eletrônica por condenação anterior de estupro e uso de documento falso; DNA de Reyvan da Silva Carvalho foi vinculado a série de crimes sexuais e homicídios desde 2020.
Reyvan da Silva Carvalho, preso preventivamente pelo assassinato de Solange Aparecida Sobrinho, 52 anos, encontrada morta no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em julho de 2025, recebeu em março de 2026 o benefício do regime semiaberto em outro processo criminal — relacionado a estupro e uso de documento falso. A decisão, assinada no dia 24 de março pela juíza Cristiane Padim da Silva, previa instalação imediata de tornozeleira eletrônica, mas não chegou a ser cumprida porque Reyvan já se encontrava preso preventivamente pelo homicídio de Solange.
Ele segue custodiado na Penitenciária Central do Estado Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, por força de outros mandados de prisão.
A Polícia Civil aponta Reyvan como responsável por uma série de crimes sexuais e homicídios em Cuiabá desde 2020. A conexão entre os casos foi estabelecida após exames da Politec identificarem que o DNA encontrado no corpo de Solange coincidia com vestígios genéticos localizados em outros dois crimes: o assassinato de Marinalva Soares da Silva, ocorrido em dezembro de 2020, e estupros registrados nos bairros Tijucal, em 2021, e Jardim Leblon, em 2022.
A descoberta gerou uma reviravolta judicial no caso Marinalva. Júlio César Correa da Silva, conhecido como “Peba” ou “Boquinha”, havia sido levado a júri popular acusado pelo crime. Com a perícia genética descartando sua participação e apontando compatibilidade com Reyvan, o réu foi absolvido por falta de autoria.
Na decisão do semiaberto, a magistrada reconheceu a gravidade dos crimes, mas justificou o monitoramento eletrônico pela necessidade de ressocialização. “A ausência de acompanhamento institucional comprometeria a finalidade ressocializadora da pena”, registrou. Entre as restrições impostas estavam recolhimento domiciliar entre 22h e 6h, comparecimento mensal à Fundação Nova Chance, proibição de sair de Cuiabá e Várzea Grande sem autorização judicial e obrigação de comprovar trabalho lícito. O descumprimento poderia resultar em regressão ao regime fechado.
Conforme o processo de execução penal, Reyvan tinha pena total de seis anos e três meses no caso em questão, com cinco anos, sete meses e dois dias ainda a cumprir.
No interrogatório sobre a morte de Solange, ele negou o crime e afirmou ter mantido relação consensual com a vítima — versão contestada pela Polícia Civil.



