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Força-tarefa contra garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé causa prejuízo de R$ 83,6 milhões em MT

Uma força-tarefa coordenada pelo governo federal já causou um prejuízo estimado em R$ 83,6 milhões ao garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, após a realização de 897 ações de fiscalização. A operação de desintrusão, voltada à retirada de invasores da área indígena, é conduzida pela Casa Civil da Presidência da República e reúne diversos órgãos federais em cumprimento a uma ação judicial movida pelo Ministério Público Federal (MPF).

A mobilização tem como principal objetivo desmontar a estrutura logística e financeira utilizada pelas organizações criminosas responsáveis pela exploração ilegal de ouro na região. Segundo o procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins, o MPF acompanha de perto as ações para garantir a proteção permanente da Terra Indígena Sararé e a defesa dos direitos dos povos originários afetados pela atividade ilegal.

A operação reúne equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Fundação Nacional dos Povos Indígenas, Polícia Federal, Ministério dos Povos Indígenas, Força Nacional, Forças Armadas e Defensoria Pública da União (DPU). As ações se concentram na destruição de equipamentos utilizados pelos garimpeiros e no bloqueio das rotas de abastecimento da atividade criminosa.

Ao longo de oito semanas de operação, foram inutilizadas 24 escavadeiras hidráulicas de grande porte, conhecidas como “PCs”, além de um trator de esteira, 618 motores estacionários de sucção e 242 geradores de energia elétrica. Também foram destruídos 142 acampamentos clandestinos e 1.040 mangueiras de alta polegada usadas no garimpo. Segundo as autoridades, o objetivo é impedir a continuidade da degradação ambiental em larga escala dentro da reserva indígena.

O combate à logística do garimpo também incluiu a eliminação de mais de 57 mil litros de óleo diesel e 4 mil litros de gasolina utilizados para abastecer o maquinário ilegal. Barreiras de fiscalização funcionam 24 horas por dia nos acessos da Terra Indígena Sararé, enquanto incursões terrestres reforçam o cercamento tático da área. Para o defensor regional de Direitos Humanos em Mato Grosso, Renan Sotto Mayor, a expectativa é garantir que o território permaneça livre da exploração ilegal e assegurar os direitos do povo indígena Katitawlu.

Além das ações ambientais, a operação também resultou na abordagem de 4.533 pessoas e na prisão em flagrante de 41 suspeitos envolvidos no esquema criminoso. As equipes apreenderam 755 quilos de explosivos, armas de fogo e munições, além de retirarem de circulação 824,6 gramas de mercúrio bruto, substância altamente tóxica que vinha contaminando rios da região. As autoridades informaram que a operação seguirá por tempo indeterminado e que todos os envolvidos em crimes de extração ilegal dentro da Terra Indígena serão investigados e processados criminalmente.

joaofreitas

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