O presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, destacou o potencial dos biocombustíveis de Mato Grosso e defendeu o avanço da industrialização do estado durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), realizado na Hannover Messe 2026, na Alemanha.
“Trabalhamos temas importantes, principalmente para o estado de Mato Grosso, como a questão dos biocombustíveis. É um tema relevante porque o estado é um grande produtor de biodiesel e de etanol, além de alimentos. A gente entende que a Alemanha é um grande parceiro nessa questão comercial”, afirmou.
Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI), o encontro reúne lideranças empresariais dos dois países para discutir cooperação econômica, inovação e transição energética.
Integrando a delegação brasileira, Rangel acompanhou os debates e reforçou o papel estratégico de Mato Grosso na produção de energia limpa, além do potencial de cooperação tecnológica com o mercado europeu.
“Mato Grosso é um grande produtor agrícola, mas é necessário, e a gente entende que agora realmente é chegada a vez da industrialização no estado de Mato Grosso”, completou.
A participação brasileira na Hannover Messe reúne mais de 260 representantes da indústria. Durante a abertura do encontro, o presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou o papel dos biocombustíveis como vetor de desenvolvimento sustentável e de ampliação das parcerias internacionais.
“Queremos ser parceiros da Alemanha e da Europa em projetos inovadores e sustentáveis que nos ajudem a aproveitar as possibilidades que estão se abrindo em todo o mundo. A indústria brasileira está preparada para competir, cooperar, inovar e ser uma aliada relevante das empresas alemãs nesse novo ciclo de desenvolvimento, impulsionado pela inovação e pela sustentabilidade”, disse.
Comércio entre Mato Grosso e Alemanha
Dados do setor de Internacionalização da Fiemt reforçam o potencial da relação econômica entre Mato Grosso e a Alemanha, especialmente no segmento de produtos industriais derivados do agronegócio. Em 2025, o estado foi o oitavo maior exportador brasileiro para o país europeu, com destaque para itens da indústria de transformação.
No período, Mato Grosso exportou cerca de US$ 211 milhões. O principal produto foi o resíduo da extração do óleo de soja, responsável por mais de 80% do valor total embarcado. Também se destacam na pauta exportadora carne bovina, gelatina e óleo de milho, evidenciando a vocação do estado para a produção e processamento de commodities com valor agregado.
Já no sentido inverso, as importações de produtos alemães por Mato Grosso somaram aproximadamente US$ 28,2 milhões. A pauta é composta majoritariamente por insumos industriais e tecnológicos, com destaque para potássicos e fosfatados, utilizados na produção agrícola, além de máquinas, equipamentos e componentes industriais.

