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Justiça impede despejo de 650 famílias em Cuiabá

Uma decisão crucial para o equilíbrio social da capital mato-grossense foi proferida nesta sexta-feira (17 de abril de 2026). A Justiça de Mato Grosso, por meio do corregedor-geral, desembargador José Luiz Leite Lindote, acolheu um pedido de urgência e suspendeu a ordem de despejo que ameaçava remover mais de 650 famílias residentes nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, no bairro Porto.

A Força da Mediação A recomendação foi direcionada ao juiz Márcio Aparecido Guedes, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, determinando a interrupção imediata de qualquer medida de desocupação coletiva forçada. A decisão baseia-se na necessidade de uma abordagem humanizada, respeitando os protocolos estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para casos de grande impacto social e vulnerabilidade.

Articulação e Proteção O deputado estadual Max Russi atuou como interlocutor direto junto à Corregedoria, formalizando o pedido de proteção às famílias logo que o risco de remoção tornou-se iminente. Para o parlamentar, a suspensão é o primeiro passo para uma solução digna.

“Notícia boa. Saiu a decisão que tanto queríamos”, celebrou Russi, destacando que a prioridade agora é o diálogo estruturado.

Próximos Passos: O Olhar Técnico Com a suspensão, o caso não é encerrado, mas entra em uma fase de análise técnica profunda. O processo será encaminhado à Comissão Regional de Soluções Fundiárias, que realizará:

  • Levantamento Socioeconômico: Mapeamento detalhado do perfil das famílias atingidas.
  • Articulação Institucional: Diálogo com órgãos de habitação e assistência social.
  • Busca por Alternativas: Identificação de soluções definitivas que evitem o desabrigo e a marginalização.

Enquanto a comissão trabalha na análise social e técnica, nenhuma família será removida. Para os moradores, que viviam sob o peso da incerteza e da angústia de perder seus lares, a sexta-feira termina com a segurança jurídica de que seus direitos fundamentais serão pesados antes de qualquer decisão de reintegração de posse.

Lucas Bellinello

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