A tarde de terça-feira (7 de abril de 2026) ficará marcada nos registros policiais de Primavera do Leste como um dos episódios mais sombrios de violência infantil. Uma criança de apenas 2 anos foi resgatada de um ciclo de tortura que envolvia queimaduras, agressões físicas sistemáticas e fortes indícios de abuso sexual.
O Flagrante da Crueldade
O horror começou a ser desvendado no hospital. Enquanto a equipe médica tratava queimaduras de segundo grau que se espalhavam pelas pernas, braços e tórax da menina, a mãe (29 anos) foi flagrada desferindo tapas no rosto da filha, que tentava dormir no chão da unidade de saúde. Esse ato de agressividade gratuita diante das autoridades foi o primeiro sinal de que a violência era a linguagem cotidiana daquela família.
A Rede de Mentiras
Ao serem questionados, a mãe e o padrasto (31 anos) tentaram transferir a culpa para uma suposta babá. No entanto, a farsa ruiu rapidamente: nenhum dos dois soube informar o nome completo, o telefone ou o endereço da residência onde a criança teria sofrido os ferimentos.
O “Bunker” da Insalubridade
A diligência policial na residência do casal revelou o pano de fundo da tragédia. Os agentes encontraram um ambiente de extrema insalubridade, com lixo acumulado e forte odor, além de indícios claros de consumo de substâncias entorpecentes. Para os investigadores, a criança vivia em um ambiente onde a proteção era inexistente e o abuso era a norma.
Estado de Saúde e Providências
O laudo preliminar apontou vermelhidão e inchaço nas partes íntimas, sinais clássicos de abuso sexual de vulnerável.
| Suspeito | Idade | Situação Jurídica |
| Mãe | 29 anos | Presa (Maus-tratos e suspeita de conivência/abuso) |
| Padrasto | 31 anos | Preso (Resistência e suspeita de abuso/tortura) |
| Vítima | 2 anos | Hospitalizada / Sob proteção do Conselho Tutelar |
A Polícia Civil agora busca exames periciais complementares (conhecidos como exames de corpo de delito e conjunção carnal) para fechar o inquérito. A criança permanece sob cuidados médicos e não deve retornar ao convívio dos responsáveis sob nenhuma circunstância.


