A Polícia Militar de Mato Grosso, através do 3º Batalhão, desarticulou nesta segunda-feira (6 de abril de 2026) uma estrutura de estelionato que operava de forma itinerante em Cuiabá. A ação, inserida no contexto da Operação Tolerância Zero, resultou na prisão de três pessoas e na apreensão de um arsenal tecnológico utilizado para fraudes bancárias.
O Flagrante no Jardim Itália
A ocorrência teve início após uma denúncia anônima informar sobre um homem em “atitude suspeita” realizando múltiplos saques com diferentes cartões em um supermercado na Avenida Itália. A tática do grupo envolvia uma logística de apoio: o homem saía do mercado, entrava em um Toyota Corolla Cross, trocava de cartões e retornava ao caixa eletrônico.
Confissão e Modus Operandi
Ao serem abordados, a condutora e o homem confessaram a participação no crime. O depoimento revelou a precariedade dos “operacionais”: cada um receberia apenas R$ 200 pelo risco da operação. O método de saque era moderno: fotos eram enviadas para uma terceira pessoa, que liberava os valores via sistema ou QR Code remotamente.
O “Bunker” no Bairro 8 de Abril
A investigação levou os policiais a uma residência no bairro 8 de Abril. No local, a coordenadora do esquema não foi encontrada, mas seu padrasto foi detido após cair em contradição. As buscas no imóvel revelaram que o grupo possuía estrutura de monitoramento e comunicação profissional.
| Itens Apreendidos | Quantidade/Utilidade |
| Dinheiro em Espécie | R$ 2.400 + quantia não especificada na casa |
| Notas Promissórias | 11 (Indício de cobranças ou agiotagem) |
| Cartões de Crédito | 09 unidades de diferentes titularidades |
| Rádios Comunicadores | 02 (Uso para aviso de aproximação policial) |
| Drone | 01 (Vigilância aérea de perímetros de saque) |
| Celulares | Diversos (Análise de dados criminais em curso) |
Próximos Passos
O trio foi conduzido à delegacia para o registro do boletim de ocorrência e os materiais seguem para perícia. A Polícia Civil agora assume o caso para identificar os titulares dos cartões e, principalmente, localizar a mulher apontada como a mentora intelectual da rede, que utilizava o drone para garantir que seus “subordinados” não fossem surpreendidos pela polícia.


