Os três primeiros meses de 2026 consolidaram uma nova fase no combate ao narcotráfico em Mato Grosso. A Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apresentou resultados que vão além das tradicionais apreensões, focando na interrupção do fluxo de capital que sustenta o crime organizado.
Eficiência Operacional em Números
O ritmo de trabalho da especializada no primeiro trimestre foi intenso, com uma média de cinco operações mensais. A integração entre investigação técnica e ação de campo resultou em um volume expressivo de prisões e mandados:
| Indicador | Resultado (Jan-Mar/2026) |
| Operações Realizadas | 15 |
| Prisões Efetuadas | 96 (76 via mandados / 20 em flagrante) |
| Busca e Apreensão | 132 mandados cumpridos |
| Inquéritos Instaurados | 235 |
| Drogas Incineradas | ~ 2 toneladas |
O Golpe no Bolso do Crime
A grande marca da gestão do delegado Wilson Cibulskis Junior tem sido a desarticulação patrimonial. A Polícia Civil entende que prender o traficante é paliativo se a estrutura financeira continuar ativa.
Neste período, a Denarc conseguiu o bloqueio judicial de R$ 29,5 milhões. Somado a isso, o sequestro de 25 veículos e cinco imóveis retira do crime organizado os símbolos de poder e as ferramentas logísticas necessárias para a continuidade do tráfico.
“A prioridade tem sido desarticular estruturas organizadas, atingir o patrimônio do crime e reduzir a oferta de drogas no estado”, destaca o delegado titular.
Tecnologia como Aliada
A apreensão de 44 aparelhos celulares não é vista apenas como recolhimento de bens, mas como acesso a uma mina de ouro de informações. Através da perícia e análise de dados, a Denarc consegue mapear rotas, identificar fluxos financeiros e, principalmente, chegar aos financiadores que raramente tocam na droga, mas que comandam as operações dos bastidores.
O encerramento deste ciclo de trabalho deu-se com a incineração de duas toneladas de entorpecentes, transformando em fumaça o produto que alimenta a violência e devasta famílias mato-grossenses.

