O cenário de segurança pública em Rondonópolis (MT) registrou um episódio de violência extrema e desvio funcional nesta semana. O bombeiro militar Genivaldo Mendonça Gomes Junior, de 44 anos, permanecerá preso preventivamente por determinação da Justiça, após uma audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (3 de abril de 2026).
O Erro que Quase Virou Tragédia
Motivado por um conflito passional, Genivaldo dirigiu-se a uma residência na última quinta-feira (2) à procura de um homem chamado Alexandre, atual companheiro de sua ex-mulher. No entanto, o militar cometeu um erro de localização. Apesar de ser informado pela moradora de 39 anos que o alvo não residia ali, o bombeiro iniciou um ataque com uma espingarda calibre 12.
No momento dos disparos, a mulher segurava seu filho de apenas 1 ano. A rapidez em correr para o interior do imóvel evitou que mãe e criança fossem atingidas pelos oito tiros disparados contra a fachada e o portão.
Vítima Inocente e Perícia
Se os humanos escaparam ilesos, o cão da família não teve a mesma sorte. O animal foi atingido pelos estilhaços e balins do armamento pesado, sendo socorrido por vizinhos. No local, a perícia da DHPP recolheu oito cartuchos de calibre 12, evidenciando a intenção de causar destruição ou morte.
Consequências Institucionais
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) confirmou que o suspeito está custodiado no 3º Batalhão em Rondonópolis. Embora a prisão preventiva tenha sido decretada pela esfera criminal, o futuro de Genivaldo na corporação depende de um Conselho de Disciplina. Se condenado administrativamente, o militar pode enfrentar a demissão e a perda da patente, uma vez que sua conduta fere frontalmente o código de ética e a missão da instituição.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca entender se houve planejamento prévio ou se o militar utilizou armamento da própria corporação para o crime.


