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Mato Grosso convoca 1.122 novos agentes para “asfixiar” o crime

​Nesta quarta-feira (4), o Palácio Paiaguás deu mais um passo na reestruturação da Segurança Pública estadual. O governador Mauro Mendes anunciou a convocação de 1.122 novos profissionais, um reforço que não foca apenas em números, mas na descentralização dos serviços. Com este ato, Mato Grosso ultrapassa a marca de 4.200 novos servidores incorporados às forças de segurança desde 2019.

A Divisão do Efetivo

A distribuição dos convocados segue uma lógica de ocupação de território e fortalecimento da investigação. Para quem vive em cidades do interior, como no extremo sul ou leste do estado, o impacto é direto na redução de “vazios” de policiamento.

InstituiçãoVagasFoco Principal
Polícia Militar369Policiamento ostensivo e combate a facções no interior.
Corpo de Bombeiros349Expansão de unidades e redução do tempo de resposta.
Polícia Civil235Fortalecimento de investigações e delegacias da mulher.
Politec141Medicina legal e perícia em regiões remotas.
Sesp / Ciosp / Outros28Suporte administrativo, monitoramento e apoio aéreo.

Estratégia de “Aperto de Cerco”

O governador enfatizou que os novos profissionais passarão por treinamento imediato para operar em unidades especializadas. A ideia é que a Polícia Civil e a Polícia Militar atuem de forma mais cirúrgica contra o crime organizado, enquanto o Corpo de Bombeiros e a Politec resolvem um problema logístico histórico: a dependência do interior em relação aos grandes centros para serviços básicos de emergência e perícia.

A Ciência por Trás da Ordem

Para a Politec, a chegada de 141 novos servidores é um divisor de águas. O diretor adjunto, Renato Simões, ressaltou que o objetivo é levar o serviço de medicina legal para unidades no interior, evitando que famílias e vítimas de violência precisem se deslocar centenas de quilômetros para realizar exames fundamentais. No Ciosp, os 5 novos convocados reforçam o núcleo de tecnologia e monitoramento, essencial para a integração de dados em tempo real.

​O vice-governador Otaviano Pivetta e o secretário César Roveri reforçaram que a medida é sustentada pelo equilíbrio fiscal do estado, permitindo que a “presença do Estado” não seja apenas uma frase de efeito, mas um agente fardado ou um perito presente em cada canto de Mato Grosso.

Lucas Bellinello

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