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Diretor de ‘Cisne Negro’ e ‘Mãe!’ usa IA para fazer série sobre a revolução americana

O diretor Darren Aronofsky, responsável por longas como Cisne Negro, Mãe! e Réquiem Para Um Sonho, entrou com tudo na tendência da inteligência artificial. Em parceria com a Google DeepMind – divisão da empresa voltada ao desenvolvimento de I.A. -, o cineasta produziu a série On This Day… 1776, uma animação feita com inteligência artificial generativa sobre a Revolução Americana.

Os dois primeiros episódios do seriado foram lançados na quinta-feira, 29, no canal do YouTube da revista norte-americana TIME. A obra é formada por episódios curtos, com cerca de quatro minutos cada, que recontam momentos marcantes da guerra revolucionário que fundou os Estados Unidos e libertou o território da colonização britânica.

Em 2026, quando a Revolução Americana completa 250 anos, a série acompanhará o cronograma do evento histórico, com novos episódios lançados nas datas correspondentes aos acontecimentos narrados. O segundo episódio, por exemplo, é focado na criação do panfleto Common Sense – um importante documento revolucionário – por Benjamin Franklin e Thomas Paine.

Em comunicado divulgado à imprensa, os estúdios responsáveis pela produção afirmam que a série utilizará uma “combinação entre ferramentas clássicas do cinema e recursos emergentes de I.A.” Apesar de toda a animação do seriado ser feita por inteligência artificial generativa, as vozes dos personagens são dubladas por profissionais do SAG-AFTRA, o sindicato norte-americano de atores.

Já não é de hoje que Hollywood utiliza I.A. em seus processos artísticos, mas o lançamento da série chama atenção por ter um grande nome do circuito cinematográfico mundial envolvido. Aronofsky é um entusiasta da tecnologia e, segundo ele, quer explorar as possibilidades da ferramenta, mas jamais substituir a criatividade humana.

Quem concorda com a fala é Ben Bitonti, presidente da Time Studios. “Este projeto oferece um vislumbre de como pode ser o uso da inteligência artificial de forma ponderada, criativa e liderada por artistas. Não para substituir o ofício, mas para expandir o que é possível e permitir que contadores de histórias cheguem a lugares a que simplesmente não conseguiriam antes.” Nas redes sociais, no entanto, a iniciativa sofreu inúmeras críticas. Para parte do público, a utilização de I.A. piora a qualidade da obra e ameaça os empregos de artistas e trabalhadores do setor audiovisual.

Estadão Conteudo

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