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Moedas globais: euro e libra têm dia de recuperação e levam DXY para baixo

Depois do tombo desta quinta, 2, o euro e a libra tiveram um dia de recuperação, avançando sobre o dólar e levando o índice DXY para o vermelho. Analistas, entretanto, pontuam que o movimento não deve permanecer por muito tempo, diante do diferencial de juros entre EUA e Europa. Enquanto a economia americana demonstra resiliência e o Federal Reserve (Fed) sinaliza cautela no afrouxamento monetário, a Europa vê a sua já debilitada economia sendo ainda mais ameaçada por possíveis medidas protecionistas de Donald Trump no seu retorno à Casa Branca.

No fim da tarde desta sexta-feira, 3, o euro subia a US$ 1,0305 e a libra avançava a US$ 1,2428. O dólar recuava a 157,31 ienes, com o Japão ainda em ritmo de festas até segunda-feira, observa o BBH. O índice DXY fechou em baixa de 0,40%, aos 10 8,952pontos, mas acumulou quase 1% de alta na semana.

A Capital Economics diz esperar que o dólar continue indo para cima “já que a economia e o mercado de ações dos EUA devem ter desempenho superior novamente, enquanto a administração Trump introduz tarifas. Embora o excepcionalismo contínuo dos EUA e as tarifas mais altas agora pareçam estar parcialmente contabilizadas, achamos que o dólar fará mais ganhos este ano, em particular contra o yuan”.

Hoje, o Banco do Povo da China (PBoC) divulgou documento de reunião realizada na semana passada na qual reforçou a promessa de implementar cortes de compulsórios bancários (RRR, na sigla em inglês) e de juros em algum momento ainda não definido neste ano. A medida faz parte de um conjunto de ações que a China vem adotando há meses para tentar impulsionar sua economia, mas que vem sendo vista com ceticismo pelo mercado.

Enquanto isso, o presidente da regional de Richmond do Federal Reserve (Fed), Tom Barkin, voltou a destacar hoje que o banco central americano está permanece bem posicionado para cumprir seus objetivos, “independentemente de como a economia se desenvolve”. Segundo ele, “se o emprego falhar ou a inflação ressurgir, teremos as ferramentas para responder”.

Na Argentina, o governo do presidente Javier Milei colocou como meta para 2025 terminar o desmantelamento dos controles cambiais. De acordo com o Àmbito Financiero, o governo está avançando num acordo com bancos
para obter fundos que lhe permitirão reforçar as reservas.

Estadão Conteudo

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