Economia

Congresso aprova reforço de R$ 343,6 bilhões no Orçamento Federal

Após a aprovação da Emenda Constitucional do Orçamento de Guerra, o Congresso aprovou nesta quinta-feira o primeiro reforço no Orçamento da União que permite que o governo descumpra a Regra de Ouro neste ano. Boa parte dos 346,6 bilhões de reais extras aprovados hoje será destinada a quitar benefícios previdenciários de pensões e aposentadorias.

O projeto de lei vai permitir que o governo emita dívidas de títulos públicos para pagar essas despesas, consideradas correntes, o que não poderia ser feito sem a vigência do Orçamento de Guerra.

Em condições normais, a Constituição não permite que o governo central emita dívidas para pagamento de despesas normais do governo, sendo passível de enquadramento na Lei de Responsabilidade Fiscal. A Emenda Constitucional recentemente aprovada garante que o governo possa realizar a operação tendo em vista a pandemia do novo coronavírus neste ano.

Dos 343,6 bilhões extras, cerca de 213 bilhões de reais serão destinados a pagar aposentadorias e pensões do Regime Geral de Previdência Social. Os parlamentares também pleitearam reforço nos orçamentos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), mas o relator do projeto, o senador Marcos Rogério (DEM-RO), chegou a um acordo.

O texto aprovado hoje destinará 394 mil reais para o orçamento da Fiocruz, mas o governo aceitou editar uma medida provisória (MP) para reforçar os orçamentos das três áreas com 60 milhões de reais.

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Economia

Projeto estabelece teto para pagamento de dívida previdenciária

Em 2005, a Lei 11.196/05, que estabeleceu condições especiais (isenção de multas e redução de 50% dos juros de mora)
Economia

Representação Brasileira vota criação do Banco do Sul

Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela, além do Brasil, assinaram o Convênio Constitutivo do Banco do Sul em 26