Em assembleia geral realizada na tarde desta sexta-feira (9), os servidores da educação decidiram suspender a greve nas escolas estaduais de Mato Grosso. Após 75 dias de paralisação, os alunos voltarão às salas de aula no dia 14 de agosto (quarta-feira).
O Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) acabou aceitando a última proposta encaminhada pelo governador Mauro Mendes (DEM).
O documento apresentado pelo Governo do Estado, contudo, foi aceito de forma parcial. Eles reinvindicam, entre outras coisas, pelo cumprimento da lei 510/2013, que prevê a dobra do poder de compra.
O governo assegura que todo espaço fiscal abaixo de 49% da receita corrente líquida (RCL), a partir de 2020, será utlizado para a concessão da Revisão Geral Anual (RGA) e dos aumentos remunetários, o que inclui o cumprimento da Lei 510/2013, que dobra o poder de compra e principal reivindicação da categoria.
"75% do espaço aberto será para a RGA de todas as categorias do Poder Executivo e 25% para os aumentos remunerátorios já concedidos por lei", cita o documento endereçado ao presidente do Sintep, Valdeir Pereira, na terça-feira (6).
O governador Mauro Mendes (DEM) declarou na última quinta-feira (8) que não iria apresentar uma nova proposta para os trabalhadores. “Essa história já esgotou, deu!”, disse.
“Pode me rodopiar, me rodar de cabeça pra baixo, me pressionar, brigar, fazer greve: eu vou dizer aquilo que é verdade, absoluta, não tem outra. Nós estouramos a LRF, tem consequência, pra conseguir aprovar esse refinanciamento lá a duras penas, atrás de liminar no supremo, fazendo malabarismo jurídico”, critica. O Estado ultrapassou o limite de 49% da LRF, que hoje gasta 58%.



