O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, garantiu na tarde desta terça-feira (26), momentos antes de se reunir com o Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que a dívida do Estado não ficará mais cara caso seja transferida do Bank Of America para o Banco Mundial com sugere o deputado estadual Wilson Santos (PSDB).
Wilson disse pouco antes que a troca de dívida entre o Bank of America e o Banco Mundial deve elevar o débito em até 56 milhões de dólares. No entanto, Rogério Gallo observou que o que é considerado é o valor presente líquido.
“Essa operação favorece o fluxo de caixa do Estado, ela permite que nos próximos quatro anos nós tenhamos do fluxo de caixa 773 milhões de reais. Agora é uma escolha que tem que ser feita. Nos próximos quatro anos vamos pagar 773 milhões em juros para um banco ou vamos aplicar em dinheiro naquilo que a população quer que é saúde, educação e segurança pública?, ponderou o secretário.
Gallo ressaltou que esse é o ponto que será esclarecido na reunião com o Colégio de Líderes. “Uma discussão de respeito e independência que merece a Assembleia Legislativa e depois vamos aguardar a votação”.
Questionado sobre os requisitos previstos na LRF estadual (Lei de Responsabilidade Fiscal) estadual, o secretário Rogério Gallo observou que ela estabelece claramente que não pode é permitido contrair uma dívida nos dois últimos quadrimestres, deixando para o próximo mandatário.
“Nós estamos no início do governo, todas as recuperações fiscais que são feitas, inclusive a dívida renegociada com a União foi renegociada em 20 anos, portanto é uma operação de mercado feita com absoluta tranquilidade e que vai sofrer análise da Assembleia Legislativa”, completou o gestor.
Por fim, Gallo ressaltou que e se aprovada na AL, passará pela Secretaria do Tesouro Nacional, pela Procuradoria da Fazenda Nacional e pelo Senado Federal.
“Portanto, é uma decisão que vai ser descurtinada tanto no plano interno como no plano federal”, concluiu.
