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Risco de morte leva juíza a ordenar transferência imediata de vítima de atropelamento

A estudante de Direito Hya Girotto Santos, vítima de atropelamento na madrugada do último domingo (23), deve ser transferida imediatamente do pronto-socorro de Cuiabá para um hospital referência em cirurgia cardíaca. A determinação ao Município e ao Governo é da juíza Elza Yara Ribeiro Sales Sansão, plantonista da Terceira Vara Especializada da Família e Sucessões de Cuiabá.

Na ação ajuizada pelo irmão da estudante, Leandro Girotto Santos, consta que Hya foi submetida a "angiotomo de tórax", que confirmou uma "lesão de tronco branquicefálico" e a necessita urgentemente da "cirurgia torácica e vascular", com solicitação de avaliação de uma equipe cardíaca.

Inclusive, diz o documento, a equipe médica do pronto-socorro de Cuiabá defendeu a transferência urgente da paciente para um hospital referência em cirurgia cardíaca, público ou particular, com internação em UTI, sob risco de ela vir a óbito.

A juíza plantonista reconhece que o estado de saúde da jovem é extremamente grave e que se o Poder Judiciário não interferir, ela poderá perder a vida.

"Acaso não seja concedida a medida antecipatória que se pleiteia, a vida da requerente poderá ser perdida pela demora dos entes públicos em disponibilizarem o necessário tratamento de saúde do qual necessita”, escreveu a magistrada em sua decisão.Hya Girotto e outros dois amigos foram atropelados pela bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro, 33, quando saíam de uma boate localizada na Avenida Isaac Póvoas. Ramon Alcides Viveiros, 25, também está internado, e Myllena de Lacerda Inocêncio, 22, foi a óbito no local.

Rafaela, que apresentava sinais de embriaguês, se recusou a fazer o teste do bafômetro. Ela foi levada à Central de Flagrantes e posteriormente passou por uma audiência de custória. Foi liberada após pagar uma fiança de R$ 9,5 mil, ter sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e assinar medidas restritivas.

Exame clínico feito três horas depois no Instituto Médico Legal (IML) deu negativo para embriaguez.

No entanto, imagens do circuito interno da boate onde a bióloga ficou até minutos antes do atropelamento a mostram sendo encaminhada até o banheiro por seguranças e aparentemente não tendo equilíbrio do próprio corpo. Em um momento ela leva a mão à boca como se fosse vomitar.

 

 

 

Redação

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