Jurídico

Empresário de MT denunciado no esquema da saúde também tem prisão revogada

O empresário Adriano Luis Alves Souza, detido durante a Operação Sangria, por fraudes na Saúde, também teve a prisão revogada no domingo (23).

Adriano seria um dos principais administradores da Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna (Proclin), e segundo testemunha, ele teria dado a orientação para deletar de seu computador qualquer documento que fizesse referência ou que constasse o nome do acionista Huark Douglas Correia, ex-secretário de Saúde preso no caso.   

O empresário alegou, em sua defesa, que a prisão foi decretada exclusivamente no depoimento da testemunha e que tem bons antecedentes e, portanto, não ofereceria riscos às investigações.

Na decisão, o desembargador Marcio Vidal,  plantonista no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT),  argumentou que Adriano entregou os seus aparelhos eletrônicos e senhas à autoridade policial, o que evideu disposição em colaborar.   

“Não se observa, na espécie, indícios concretos de que a liberdade do paciente coloque em risco a ordem pública e a instrução criminal. Além disso, ele tem residência fixa nesta cidade. Nada, portanto, leva a crer que se evadiria do distrito da culpa”, escreveu Vidal.   

O desembargador, no entanto, estabeleceu medidas cautelares a Adriano, que passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, e ficou proibido de fazer qualquer tipo de contato com os outros suspeitos e com as testemunhas do processo. e não poderá comparecer às sedes das empresas envolvidas e das Secretarias Municipal e Estadual de Saúde. 

A operação

A Operação Sangria foi deflagrada em Cuiabá na manhã desta terça-feira pela Polícia Judiciária Civil. Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e quatro buscas e apreensão. Entre os alvos, três médicos, um gerente de licitação, um coordenador financeiro, parente, e funcionários das empresas prestadoras de serviços médicos hospitalares, e que estariam tentando obstruir as investigações.

São eles: Huark Douglas Correia da Costa (ex-secretário de Saúde), Fábio Liberali Weissheimer, Adriano Luiz Sousa, Kedna Iracema Fonteneli Servo, Celita Liberali, Luciano Correa Ribeiro e Fábio Alex Taques. Todos estão sendo levados para a Defaz. Um ainda está em fase de cumprimento dos mandados.  O ex-secretário municipal Huark Douglas Correia da Costa foi preso pelo delegado Lindomar Tofoli efetuou em uma chácara em Santo Antônio do Leverger. 

A operação, oriunda de investigação da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), é desdobramento do cumprimento de onze mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, ocorridos no dia 4 de dezembro, para apurar irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA) e a Prox Participações, firmados com o município de Cuiabá e o Estado.

Das 8 pessoas presas, três conseguiram habeas corpus. Os outros dois são o médico Luciano Correia Ribeiro e Fábio Alex Taques Figueiredo.

Redação

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