Jurídico

Investigado por abuso de poder, Neri Geller tem sigilo fiscal e bancário quebrados

Por determinação do desembargador Pedro Sakamoto, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT), os sigilos bancário e fiscal do deputado federal, Neri Geller (PP), reeleito para o próximo mandato, serão quebrados. Ele é suspeito de abuso de poder econômico, que teriam sido praticados durante a campanha de 2018.

Além disso, o magistrado ordenou que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), do Ministério da Fazenda, produza um relatório de inteligência financeira sobre as contas de campanha de Neri Geller entre 20 de julho e 7 de outubro de 2018. 

“Seja oficiada à Receita Federal do Brasil com o fim de que seja fornecido o dossiê integrado da situação fiscal do investigado, Neri Geller, em especial, que seja prestada a informação acerca dos respectivos rendimentos brutos declarados no exercício de 2017”, estabelece o magistrado.

Além das medidas acima, será aplicado o Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias (Simba) no estudo das informações obtidas com a quebra do sigilo bancário.

O deputado teria doado R$ 1,3 milhão para 11 candidatados a deputado estadual durante a campanha eleitoral deste ano segundo denúncia feita pela primeira suplente de Geller, Gisela Simona (PROS).

As contas de Geller também foram reprovadas pelo TRE neste mês de dezembro por excessos de gastos, além do que ele não teria declarado R$ 942 mil doados para outros candidatos.  Ele declarou gastos de R$ 2,4 milhões.

“Verdadeira manobra realizada com o intuito de evitar a extrapolação do limite de gastos de sua contabilidade eleitoral, revelando-se imperioso esclarecer a origem do numerário que transitou pela conta do representado, bem ainda se outras doações foram realizadas no mesmo sentido”, escreve Sakamoto.

 

 

Redação

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