Cidades

Em busca da conscientização ambiental, projeto leva miniatura do rio Cuiabá às escolas

Pegar um aquário, levar até uma escola, mostrá-lo às crianças, colocar dentro dele as pedras, rochas, plantas, peixes e os camarões de água doce, tudo ísso é parte do processo que o programa Aquariofilia Sem Fronteiras, um projeto sobre a educação ambiental, principalmente dos rios, trabalha nas escolas públicas de Cuiabá. O projeto é a esperança de conscientizar as crianças e quem sabe mudar o futuro e a poluição nas águas, um bem escasso.

Com tantos problemas ambientais que o planeta vem passando, causados pela sociedade, existe uma expectativa de que os pequenos compreendam e mudem o atual cenário na natureza. Pensando nos próximos anos que virão, o professor Márcio Aquio Hoshiba, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), é o responsável pelo projeto de extensão que já existe há três anos na instituição de ensino.

“Nós vamos nas escolas públicas de Cuiabá e trabalhamos essa conscientização nas crianças do 5° ano. Elas conseguem levar a informação aos pais e de certa forma influência eles. Hoje os rios estão poluídos e os peixes estão diminuindo”, explica Márcio. Ele conta que não é devido somente a pesca que a população de peixes diminuiu, mas devido à principalmente devido a poluição. O professor aponta que existe um estudo que relata que esse problema diminuiu em 70% a fertilidade dos ovos. “A melhor forma que a gente tem para preservar é a educação”.

Desenho que representa a poluição nos rios atualmente

Márcio conta que o aquarismo é um hobby, “é como ter um animal de estimação”. O aquário é utilizado nas escolas­ como ferramenta de educação ambiental, devido a importância dos rios e visado a sua preservação. A montagem descrita no início da reportagem é a representação, uma miniatura, do rio Cuiabá, para as crianças.

“A ideia inicial do projeto era levar o rio até elas. Montamos o aquário com os elementos que tem nos rios. Levamos as pedras, as rochas, plantas, peixes e os camarões de água doce. Elas ficam bem surpresas e curiosas ao conhecer os camarões, por exemplo”.

O grupo de oitos pessoas envolvidas no projeto busca mostrar às crianças o que tem nos rios para que elas os enxerguem de outra forma. Eles proporcionam a discussão sobre a importância dos rios. Além disso, existe uma pequena competição entre os alunos. As crianças são desafiadas a realizarem o desenho mais criativo sobre o antes e um depois para o cenário dos rios.

“Nós fazemos uma premiação com as crianças, e elas já são bem competitivas. São os desenhos mais criativos, não os mais bonitos, e ali tem desenhos que são sensacionais”, relatou Márcio.

Ainda pensando nas crianças e nas escolas, agora o Aquariofilia sem Fronteiras irá começar a trabalhar em unidades com crianças especiais. O trabalho a ser desenvolvido é para além dos aquários, envolvendo também músicas e pinturas com guache.

O projeto que busca as escolas e elas geralmente voltam a pedir nova visita, mas são poucos integrantes no grupo. “A nossa ideia é atingir todas as escolas da cidade e no futuro ir até as escolas de Várzea Grande”.

Ele relata que o projeto precisa de apoio e incentivo, para abranger mais crianças e trabalhar essa conscientização.  

O trabalho com os aquários também traz outros benefícios. De acordo com o professor, tem uma parte do projeto que a ideia é levar o aquário aos hospitais, pois ele também acalma as pessoas, é um recurso terapêutico.

Para conhecer mais sobre o projeto de extensão basta acessar o site.

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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