Jurídico

Audiência da grampolândia não será postergada por agenda de advogado

Um dos advogados que compõem a defesa do Coronel Ronelson Jorge dos Barros teve um pedido negado pela justiça. O advogado queria que a audiência de seu cliente fosse reagendada para outro dia. Contudo, o requerimento foi negado pelo juiz Murilo Moura Mesquita, da Vara de Justiça Militar, nesta quarta (18).

Ronelson é um dos réus no caso das interceptações telefônicas ilegais – mais conhecido pelo nome de Grampolândia Pantaneira em Mato Grosso.

Após passar quase quatro meses suspenso, o juiz Murilo Moura Mesquita retomou os trabalhos no julgamento do caso da grampolândia pantaneira no dia 04 de julho. Além disso, ele marcou os interrogatórios dos cinco acusados para o dia 27 de julho. A previsão de início era para às 13h30.

Contudo, o advogado Saulo Rondon Gahyva apontou que está impossibilitado de comparecer a audiência, pois sua presença foi requisita para uma outra audiência, marcada no mesmo dia e na mesma hora, em um caso em que advoga para outro cliente e que tramita na Justiça Federal.

Caso o juiz não conceda o pedido, a defesa requereu "que o seu cliente [Ronelson] seja alocado como último dos réus a serem interrogados para o fim de possibilitar" a sua presença na audiência.

Ao analisar o pedido, o juiz Murilo Mesquita apontou que o Ronelson possui seis advogados disponíveis e que estão habilitados para conduzir a defesa do cliente.

"Deste modo, a assistência jurídica ao réu Ronelson, durante seu interrogatório a ser realizado na sessão designada, poderá ser realizada pelos outros seis causídicos outorgados", escreveu.

Sobre  o requerimento para ser interrogado por último, o juiz apontou que a ordem dos interrogatórios dos acusados é definida no momento da audiência.

O processo está relacionado à Operação Esdras, que apura um esquema ilegal de grampos telefônicos de políticos, empresários e jornalistas por agentes públicos, policiais militares e secretários de Estado. O escândalo veio à tona após o programa Fantástico, da Rede Globo, divulgar a operação. Além de Gerson, são réus nesta ação o tenente-coronel Januário Antônio Batista e os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Ferraz Lesco e Ronelson Jorge de Barros.

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Redação

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