Economia

Governo resgata R$ 3,5 bi do FFIE para pagar dívida pública

O governo resgatou R$ 3,5 bilhões do Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE) para usar nos vencimentos da Dívida Pública Federal, informou a Secretaria Executiva do Conselho Deliberativo do Fundo Soberano do Brasil, em nota.

Os recursos foram transferidos para a Conta Única do Tesouro Nacional e depositados em subconta do Fundo Soberano do Brasil (FSB), onde somam-se a R$ 23 bilhões.

Com a venda de R$ 3,5 bilhões, restam aproximadamente R$ 500 milhões no FFIE. Vender as cotas e depositar o dinheiro em conta única é um passo necessário para usar os recursos para o pagamento da dívida. O dinheiro ajudará a cumprir a chamada regra de ouro, que estabelece que o governo não pode se endividar para financiar despesas correntes, ou seja, despesas do dia a dia.

"O uso desses recursos para pagamento da Dívida Pública Federal contribuirá para garantir o equilíbrio entre receitas de operações de crédito e despesas de capital em 2018, conforme estabelece a regra de ouro das finanças públicas", disse o Conselho Deliberativo do FSB.

Entenda

Os recursos do FFIE são todos do Fundo Soberano, que é uma espécie de poupança do governo, criada em 2008, em um momento de superávit primário, com objetivo de aumentar a riqueza do país, estabilizar a economia e promover investimentos em ações e projetos de interesse nacional. O FFIE é um fundo de natureza privada administrado pelo Banco do Brasil.

Em um cenário de déficit, o governo decidiu extinguir o Fundo Soberano para ajudar a reduzir o rombo nas contas públicas. A medida é uma das 15 prioritárias, anunciadas em fevereiro, e a única que não precisa passar pelo Congresso. A previsão é a extinção do fundo até o final do ano.

Os recursos do FSB vêm do Tesouro Nacional, títulos públicos de empresas como o Banco do Brasil e a Petrobras e outras aplicações financeiras.

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Economia

Projeto estabelece teto para pagamento de dívida previdenciária

Em 2005, a Lei 11.196/05, que estabeleceu condições especiais (isenção de multas e redução de 50% dos juros de mora)
Economia

Representação Brasileira vota criação do Banco do Sul

Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela, além do Brasil, assinaram o Convênio Constitutivo do Banco do Sul em 26