O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, disse nesta segunda-feira (11) que, com a aprovação da reforma da Previdência, "poderemos ter no ano que vem o início de um um círculo virtuoso" na economia brasileira.
A afirmação foi feita durante debate promovido pelo jornal "O Estado de S. Paulo" na capital paulista.
Segundo o ministro, a prioridade do governo é solucionar o déficit fiscal e a reforma da Previdência é a principal questão dentro desse contexto.
"Estamos aí com os dados macroeconômicos dando demonstrações evidentes de que o país saiu da recessão e está se recuperando. E a robustez desse processo de recuperação está na aprovação da Previdência."
De acordo com Moreira Franco, a reforma, que começa a ser discutida nesta quinta-feira (14) e deve ir à votação na Câmara na próxima semana, vai gerar um ambiente com maior segurança jurídica e mais confiança dos agentes econômicos, viabilizando projetos de médio e longo prazo.
"As contas públicas vão melhorar. E mais do que isso, os estados terão o ambiente legal para que façam as suas reformas", disse.
Nas palavras do ministro, a reforma instituirá "o fim dos privilégios" de uma "casta" que se aproveita do estado."A Previdência brasileira tira dos pobres para dar para os ricos", afirmou.
PSDB
O ministro disse que a declaração do novo presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, de que apoia a reforma e que o partido pode fechar questão em torno do tema mostra que "o partido está se reencontrando com a sua história". O apoio do PSDB é tido como vital para que a reforma passe no Congresso."Cada voto é importante para se obter os 308 votos necessários", disse.
Questionado sobre se acredita ou não que o PSDB fechará questão sobre a reforma, em meio ao desconforto de parlamentares do partido sobre o assunto, Moreira Franco apenas disse que não é do PSDB, mas do PMDB.
Sobre a possibilidade de o governo ceder a exigências de parlamentares em troca de votos, o ministro disse: "o que for razoável, o que for justo, o governo faz. O governo acredita no diálogo, isso é fundamental".
"É natural que o parlamentar queira defender seus municípios, seus estados, e isso aí se defende melhorando a qualidade de vida da população. E a qualidade de vida da população se melhora com obras", acrescentou, emendando que "não há nenhuma imoralidade" nisso.
Já quando perguntado sobre se o texto da reforma da Previdência será aprovado ou não, o ministro disse que "não daria uma de Mãe Dináh". "Política trabalha com fatos e o fato é que na quinta-feira o debate vai ser iniciado. A expectativa é de que haja muito pouca dúvida dos dois lados", afirmou.

