Nacional

49% dos homens dizem que bloco não é para mulher ‘direita’

Pesquisa feita pelo Instituto Data Popular como contribuição à campanha Carnaval Sem Assédio, do site Catraca Livre, mostra que a maior parte dos homens ainda é machista em relação à participação de mulheres nos festejos de rua.

"O que existe por parte dos homens é uma naturalização do machismo", disse à Agência Brasil, neste sábado (6), o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles. De acordo com a sondagem, 61% dos homens abordados afirmaram que uma mulher solteira que vai pular Carnaval não pode reclamar de ser cantada; 49% disseram que bloco de Carnaval não é lugar para mulher "direita"; e 56% consideram que mulheres que usam aplicativos de relacionamento não querem nada sério.

Segundo Meirelles, o homem ainda tem uma visão de que a mulher é propriedade dele e que ela é feliz dessa forma, "como se a mulher tivesse que ser grata pela grosseria dele".

A pesquisa confirma a percepção distorcida do sexo masculino de que a mulher, ao participar de blocos de rua, quer ser assediada. "Isso tem a ver com o processo histórico-cultural no Brasil", disse.

Renato Meirelles lembrou que qualquer tipo de abordagem sem o consentimento da mulher é assédio. E o assédio, além de ser moralmente errado, dependendo do tipo é crime e moralmente não funciona, lembrou.

A sondagem revela também que na percepção de 70% dos homens as mulheres se sentem felizes quando ouvem um assobio, 59% acham que as mulheres ficam felizes quando ouvem uma cantada na rua e 49% acreditam que as mulheres gostam quando são chamadas de gostosa.

O lado feminino do assédio será objeto de outra pesquisa que o Instituto Data Popular divulgará mais adiante.

Fonte: EBC/UOL

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Nacional

Comissão indeniza sete mulheres perseguidas pela ditadura

“As mulheres tiveram papel relevante na conquista democrática do país. Foram elas que constituíram os comitês femininos pela anistia, que
Nacional

Jovem do Distrito Federal representa o Brasil em reunião da ONU

Durante o encontro, os embaixadores vão trocar informações, experiências e visões sobre a situação do uso de drogas em seus