O vigia Alexsandro Abílio de Farias deve ir a júri popular na próxima quinta-feira ,14, pelo assassinato do empresário Adriano Henrique Maryssael de Campos, 72 anos, em julho de 2011, em Cuiabá. O julgamento está previsto na pauta do Fórum da capital este mês, juntamente com outros trezes casos, dentre o do assassinato do jornalista Auro Ida, cujo o acusado de encomendar o crime foi condenado a 15 anos de prisão na semana passada.
O julgamento do vigia está marcado para às 8h, no Fórum. O crime ocorreu dentro de um agência do banco Itaú, na avenida Carmindo de Campos, no horário comercial. À época o acusado disse à policia que cometeu o assassinato após ter perdido o controle por causa de insultos diários de racismo que ouvia do empresário.
O empresário, dono de um restaurante italiano em Cuiabá, foi assassinado com três tiros ao passar pela porta-giratória da agência. Pouco antes, segundo testemunhas, ele e o vigia discutiram por causa de procedimentos comuns de revista para entrar em bancos para a identificação de objetos de metais.
Alexsandro Abílio de Farias trabalhava há três meses dentro da agência como contratado de uma empresa de segurança, e os desentendimentos com o empresário seriam diários. Nas vezes em que houve confrontamento, o segurança destravava a porta, mas o empresário reclamava da situação e supostamente ofendia o vigia com insultos de racismo.



