Uma UTI adulta foi internada no pronto-socorro de Cuiabá, pela Vigilância Sanitária, após a queda do forro de gesso em médicos e pacientes na tarde desta quinta-feira (13). Dez pacientes estavam internados na unidade quando ocorreu o acidente, devido a vazamento de rede de tratamento sanitário.
“Tenho a informação de que o teto caiu em uma médica e um paciente, mas não houve feridos. A queda teria sido por causa de um vazamento na sala, que está interditada”, disse a presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed-MT), Eliana Maria Siqueira Carvalho.
Segundo ela, desde a última terça-feira (11), isalava mau-cheiro de encamento no teto da sala. Foi feito pedido para a vistoria das instalações, que ocorreu apenas na tarde de ontem, quando parte do teto caiu.
A informação de vazamento foi confirmada pela Secretaria de Saúde de Cuiabá, que disse que houve estouro na rede de tratamento da área do lavabo. Informou também que os dez pacientes que estavam na sala já começaram a ser transferidos, sete poucas horas após o acidente e outros três serão levados para outras salas até o fim desta manhã. Não foi informado se houve queda do teto.
O pronto-socorro está em situação de superlotação. Conforme a doutora Eliana Maria Siqueira, cerca de pessoas estão hoje espalhadas por corredores do hospital.
Na semana passada, a Justiça Estadual marcou data para audiência entre representantes da Prefeitura de Cuiabá e do Ministério Público Estadual (MPE) para discutir trabalhos de manutenção e reparação do prédio do pronto-socorro. A reunião está prevista para 23 de novembro, às 14h30, em audiência conciliatória.
Trata-se de uma ação civil pública que tramita desde julho de 2010 para obrigar o município a corrigir todos os vícios apontados em relatório de fiscalização elaborado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), de forma que a unidade de saúde atenda as normas técnicas exigíveis de estrutura e segurança sanitária, nos termos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). E também para promover com a adequação dos equipamentos médico-hospitalares e mobiliário de modo que a unidade hospitalar tenha condições de oferecer tratamento digno aos pacientes.
Atualizado às 11h30 para acréscimo de informações



