Jurídico

Tribunal de Justiça investiga se candidato branco foi aprovado em cota racial

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, mandou investigar a denúncia de que um candidato aprovado em concurso da instituição por meio de cota racial seria branco. 

O candidato, que não teve o nome revelado, foi nomeado para exercer o cargo de analista judiciário da Central de Processamento Eletrônico (CPE) na Comarca de Cuiabá. 

A nomeação dele havia sido realizada pelo presidente do TJ no último dia 8. 

Além de determinar a apuração da suposta fraude, o desembargador Carlos Alberto suspendeu a posse de todos os nomeados nas vagas reservadas a candidatos negros, até a conclusão da investigação. 

Ao todo, seis pessoas foram nomeadas pela "Cota para Negro" por terem se declarado negras. 

O desembargador ainda determinou a manifestação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que foi a instituição responsável pela realização do concurso. 

Carlos Alberto Alves considerou o item 9 do Edital n. 22/2015/GSCP, que rege o concurso em questão, e que estabelece a autodeclaração como requisito para concorrer às vagas destinadas aos candidatos negros. 

Contudo, o edital ressalva que, “comprovando-se falsa a declaração, o candidato será eliminado do concurso e, se houver sido nomeado, ficará sujeito à anulação da sua nomeação, após procedimento administrativo em que lhe sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa, sem prejuízo de outras sanções cabíveis”.

Redação

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