Foto Ahmad Jarrah
Por Cíntia Borges / Valquiria Castil
A juíza Selma Rosane Arruda da 7ª Vara Criminal ouviu, na tarde desta terça-feira (23), o depoimento de duas testemunhas de defesa do réu Bruno Sampaio Saldanha, no Fórum da Capital. Deveriam ser ouvidas mais duas pessoas citadas no depoimento de Saldanha e outra no depoimento de Silval, mas foram dispensadas.
Os servidores Maria Joana Alves de Lima e Amauri Leite Paredes, confirmaram a atuação de Saldanha como o fiscal de contratos, por meio da extinta Secretaria de Administração e Desenvolvimento (SAD), onde exercia o cargo de superintente adjunto de Previdência .
Essas são duas, das mais de 50 testemunhas que estão sendo ouvidas pela juíza Selma Arruda no mês de agosto. A magistrada colhe depoimentos desde o dia 9 e deve seguir até o dia 31 de agosto.
O réu Bruno Sampaio Saldanha é ex-servidor do Tribunal de Justiça e é acusado de ter recebido cerca de R$25 mil em propina. Bruno era designado para responder pela gestão, acompanhamento, fiscalização e avaliação da execução de um contrato de 2011 da extinta SAD firmado com a empresa Webtech na gestão de Silval Barbosa.
Segundo a denúncia do MPE, ele exigiu e recebeu propina para que não apresentasse avaliação negativa em relação a respectiva execução.
Depoimentos
A testemunha Maria Joana Alves Lima confirmou que o Bruno era fiscal dos contratos e atestava a liberação do pagamento, que só era feito depois que ela lançava no sistema.
A segunda testemunha, Amauri Leite Paredes, que era gestor de controle interno da SAD à época, detalhou à juíza sobre os procedime dos contrato, inclusive a da empresa Webtech, cuja Bruno teria recebido R$ 25 mil em proprina.
Os advogados do réu pediram a dispensa das testemunhas por entender que todas as provas já foram coletadas. Desta forma, Jacqueline Cavalher Pinheiro, Benedito Tadeu da Cruz e João Carlos Correa não prestarão depoimentos.
Entenda
Consta na denúncia do MPE que foi apurado pela Defaz que ao longo do mês março de 2011 a dezembro de 2014, o empresário Willians Paulo Mischur, dono da empresa Consignum que matinha contrato com o estado, pagou à quadrilha e a José Riva a importância aproximada de R$ 17,6 milhões. Os valores eram pagos para que o contrato com o governo do Estado não fosse encerrado. Parte desses valores seriam para custear dívidas de campanha do grupo de Silval Barbosa.
Confira próximos depoimentos
Dia 24 de agosto de 2016 às 13h30 horas – deverão ser inquiridas as testemunhas de Silvio Corrêa
1 – Valdecir Cardoso de Almeida – Cuiabá
2 – José Jesus Pereira – Várzea Grande
3 – Leticia Caminski Pereira – Várzea Grande
4 – Albertina Caminski Pereira – Várzea Grande
5 – Ataís Juliana Cavalli – Cuiabá
6 – Cezar Caminski Pereira – Cuiabá
Dia 25 de agosto de 2016 às 13h30 horas – deverão ser inquiridas as testemunhas de Walace Guimarães
1 – Anderson C. da Cruz e Veiga – Cuiabá
2 – Celso Alves Barreto Alburquerque – Cuiabá
3 – Josias Santos Guimarães – Várzea Grande
4 – Mauro Sabatini Filho – Várzea Grande
5 – Francisco Augusto Welter – Cuiabá
6 – Ismael Alves da Silva- Cuiabá
Dia 26 de agosto de 2016 às 13h30 horas – serão interrogados os acusados
1 – Cezar Roberto Zílio
2 – Pedro Elias Domingos De Mello
Dia 29 de agosto de 2016 às 13h30 horas – serão interrogados os acusados
1 – José Geraldo Riva
2 – Tiago Vieira De Souza Dorileo
3 – José De Jesus Nunes Cordeiro
4 – Karla Cecília De Oliveira Cintra
5 – Bruno Sampaio Saldanha
Dia 30 de agosto de 2016 às 13h30 horas – serão interrogados os acusados
1 – Francisco Gomes De Andrade Lima Filho
2 – Silvio Cezar Corrêa Araújo
3 – Pedro Jamil Nadaf
4 – Wallace Dos Santos Guimarães
Dia 31 de agosto de 2016 às 13h30 horas – serão interrogados os acusados
1 – Silval Da Cunha Barbosa
2 – Marcel Souza De Cursi
3 – Rodrigo Da Cunha Barbosa
4 – Evandro Gustavo Pontes Da Silva


