O advogado Pedro Jorge Zamar Taques teve o habeas corpus negado pela ministra Maria Thereza de Assis Moura do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta segunda-feira (11). O jurista queria revogar a prisão decretada em 9 de maio, no âmbito da Operação Bereré, que investiga o desvio de apoximadamente R$ 30 milhões do Departamento Estadual de Transito de Mato Grosso (Detran).
O arquivo com a decisão ainda não foi disponibilizado pelo STJ. Segundo o sistema, a previsão é que o acordão seja publicado nesta quarta (13). Agora, a defesa de Pedro Jorge tem somente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para buscar a revogação.
Um pedido semelhante já tinha sido negado no no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) no fim de maio. Na ocasião, o desembargador José Zuquim Nogueira reiterou que o réu representa um risco a ordem pública, caso seja solto. O magistrado foi quem decretou a prisão de Pedro Jorge Taques e dos outros réus, bem como é o relator dos processos referentes a Bereré na instância judiciária mato-grossense.
No STJ, a magistrada já havia negado os pedidos dos outros quatro réus que também fazem companhia a Pedro Jorge Taques no CCC – Mauro Savi, Roque Anildo, José Kobori e Paulo Taques. Todos os quatro também foram presos no mesmo dia em que foi deflagrada a nova fase da Operação Bereré, que foi chamada de Bônus. Todos eles estão há quase um mês no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC).
Pedro é também primo do atual governador Pedro Taques e irmão do também advogado Paulo Taques, que foi secretário-chefe da casa civil nos primeiros anos de mandato do parente. O advogado é investigado por supostos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no contrato firmado entre a EIG Mercados e o Detran.
No caso, ele é apontado como o elo entre o irmão Paulo no governo e as empresas. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), os valores repassados a EIG retornavam como pagamento de propinas a políticos, agentes públicos e empresários.
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