O processo penal contra a tenente Izadora Ledur, acusada de tortura, teve seus primeiros passos após mais de um ano e meio da morte do aluno bombeiro Rodrigo Claro por afogamento. Isto por que o juiz Murilo Moura Mesquita marcou uma sessão para a escolha de tenentes e coronéis que irão conduzir o caso na Vara da Justiça Militar. A decisão foi publicada no Diário de Justiça desta sexta (20).
A sessão foi marcada para o dia 03 de agosto para sorteio dos coronéis militares que irão compor o Conselho Especial de Justiça. A previsão é que a escolha dos nomes acontença às 15h30 no Fórum de Cuiabá. Eles serão responsáveis, junto com Murilo, por condenar ou absolver Ledur dos crimes de tortura.
O caso chegou as mãos de Mesquita depois que o juiz Jorge Tadeu declinou de competência para julgar o caso por entender que a ré e a vítima eram oficiais da polícia militar.
Assim, o processo foi redistribuido da Sétima Vara Criminal para a Décima, que é exclusiva para julgar processos contra agentes policiais do estado.
No mesmo despacho, o magistrado militar também negou o recurso da defesa de Ledur contra a decisão do colega para remeter os autos de uma vara à outra.
Ledur foi acusada de tortura por causar a morte do aluno bombeiro Rodrigo Claro durante um treinamento aquático na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, em novembro de 2016.


