Economia

Sicredi participa de workshop e solicita limite maior de crédito

O Sicredi Centro Norte, que abrange os estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará e Acre, participou nesta terça-feira (12) de workshop sobre o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). O evento reuniu integrantes do governo de Mato Grosso, de instituições financeiras e projetistas, que apresentaram as principais dificuldades enfrentadas para a liberação dos recursos. Além do Sicredi, estiveram presentes representantes do Banco do Brasil e do Sicoob, técnicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (Desenvolve MT).

Em 2017, Mato Grosso tem um orçamento de R$ 3 bilhões do FCO, divididos entre R$ 1,5 bilhão para o setor rural e R$ 1,5 bilhão para o setor empresarial, que reúne os segmentos da indústria, comércio, serviços e turismo. Até julho tinham sido liberados cerca de R$ 800 milhões  para o setor rural e em torno de R$ 300 milhões para o setor empresarial.

O titular da Sedec, Carlos Avalone, afirma que o grande desafio é aumentar as liberações de recursos para o setor empresarial. Informa que é comum a apresentação de projetos incompletos, o que impacta na efetivação das contratações. “Se não estiver tudo certo o recurso não sai. Então é importante que os empresários contratem os consultores que vão analisar as garantias, a viabilidade econômica do projeto e a capacidade de pagamento da empresa”, diz ao informar que esses problemas não são mais enfrentados no setor rural.

Avalone acrescenta que o governo está determinado a ajudar o setor empresarial a aumentar as contratações para verticalizar a economia do Estado. “O agronegócio é importante, mas precisamos avançar nos setores industrial e comercial. Para isso estamos criando soluções para aumentar os aportes às empresas comerciais”.

O presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Carlos Spenthof, acrescentou que a cooperativa de crédito está disposta a ajudar o Banco do Brasil – principal operacionalizador do FCO – a promover o desenvolvimento do Estado. Para isso apresentou a estrutura do Sicredi, que possui 10 cooperativas na região Centro Norte, e frisou que a instituição financeira cooperativa tem expertise e uma rede de agências capazes de atender aos micro e pequenos empresários nos municípios mais longínquos do Estado, levando acesso ao crédito e desenvolvimento local.

O Banco do Brasil é o principal agente operacionalizador do FCO. Atualmente, do total orçamentário do fundo no Centro-Oeste, 10% são destinados às demais instituições financeiras, onde entra o Sicredi, que conta com um limite de crédito de R$ 320 milhões. “Este valor é aquém da nossa capacidade de operar e da nossa demanda. Para se ter uma ideia, temos um limite de R$ 11 bilhões com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento do Centro-Oeste). Podemos ser um complemento aos recursos do FCO para a ajudar a desenvolver as regiões menos desenvolvidas”, frisou Spenthof.

 Ele complementou dizendo que o Sicredi mantém intensas conversas com o Banco do Brasil. Este ano, a instituição financeira cooperativa solicitou ao BB a liberação de R$ 271 milhões (de demanda efetiva) em janeiro, mas que apenas R$ 66 milhões foram liberados em abril, cifra que foi totalmente aplicada até junho. “Estamos esperando a liberação de mais R$ 205 milhões, o que não ocorreu até agora, e o ano está acabando”.

 Eduardo Luna Mendes, assessor do Mercado Pessoa Jurídica da Superintendência do Banco do Brasil em Mato Grosso, diz que a instituição está trabalhando para encontrar melhores soluções para ampliar a contratação de crédito no Estado e que está firmando parcerias. Ele admite que as liberações de crédito para empresas é mais lenta devido à complexidade das operações. No entanto, afirma que em muitos casos não é um problema do banco e sim das empresas, que precisam apresentar uma série de documentos exigidos nas operações e que estes demoram a ser conseguidos pelas empresas contratantes.

 

Redação

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